Historiador da Igreja: "Não vejo o Concílio Vaticano III no horizonte"

Foto: Arquivo | Vatican News

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02 Março 2026

O apelo por um novo concílio vem principalmente da Europa, segundo Thomas Prügl. Globalmente, os desafios são diferentes – o que importa mesmo é a consulta colegiada e sinodal, seguindo o exemplo dos apóstolos.

A informação é publicada por katolisch.de, 27-02-2026. 

Mais de 60 anos após o Concílio Vaticano II, o historiador vienense Thomas Prügl não vê necessidade de outra assembleia mundial da Igreja. "Não vejo um terceiro Concílio Vaticano no horizonte", afirmou em entrevista ao jornal vienense "Sonntag".

O Concílio Vaticano II (1962-1965) proporcionou "tanto em termos teológicos que a Igreja ainda se empenha muito em sua apropriação e ainda pode se beneficiar muito dele". Ainda requer "um intenso envolvimento com os textos do Vaticano II".

Expectativas da Europa e do mundo

Prügl argumentou que as expectativas de um novo concílio são fortemente apoiadas por uma igreja europeia moderna. Em outras partes do mundo, sua necessidade é vista como menos urgente. "Por outro lado, nós, europeus, em nossa crise eclesial, não conseguimos perceber a realidade da igreja em países africanos, por exemplo, ou os problemas enfrentados pela igreja em países sul-americanos", enfatizou o historiador.

Sobre a tomada de decisões sinodais na Igreja, Thomas Prügl disse: "Eu não diria que o Senhor Jesus Cristo, que fundou a Igreja, disse: 'Vocês devem realizar sínodos regularmente'. Mas mesmo os apóstolos, nos Atos dos Apóstolos, consultavam-se e tomavam decisões regularmente. Essas decisões nunca eram negociadas a portas fechadas, por assim dizer, mas sim realizadas colegiadamente e em assembleias que mais tarde foram apresentadas como tal." Thomas Prügl é alemão. Estudou teologia em Munique e Roma. Desde 2008, é professor de história da Igreja em Viena.

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