Igrejas evangélicas dos EUA esquecem a tradição, critica analista

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04 Outubro 2024

Embora valorize a teologia bíblica e apostólica protestante da graça e entenda o protestantismo melhor equipado para o ecumenismo, o jornalista e colunista Andrew Voigt, do The Christian Post, infere, sem mencionar qualquer estatística, que fiéis evangélicos dos Estados Unidos estão buscando outras denominações, como a Igreja Católica Romana e a Igreja Ortodoxa Oriental, para vivenciarem sua fé.

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista, 03-10-2024.

Ele menciona três motivos, de modo especial, para essa debandada: católicos romanos e ortodoxos orientais valorizam mais a tradição; sua observância dos sacramentos é mais mística, reflexiva e reverente; há maior familiaridade com a história da Igreja e os pais da Igreja.

“À medida que alguns evangélicos e protestantes tradicionais estão descontentes com o individualismo americano que é difundido nos movimentos progressistas da igreja impulsionados por pastores celebridades e mega igrejas, eles estão buscando instituições eclesiais tradicionais para algo que pareça mais firme e certo”, analisa Voigt.

Mega igrejas e aquelas lideradas por pastores celebridades tendem a fornecer principalmente mensagens de autoajuda e tópicos que o motivam o ouvinte “sem ir muito longe no poço das Escrituras, tradição da Igreja e moralidade cristã”, o que cria um vazio para muitos crentes que querem um maior desenvolvimento espiritual.

Quando pastores são tratados como “celebridades de Hollywood e a igreja mais se parece a uma corporação do que um corpo de crentes”, alerta o jornalista, é preciso acionar o alarme.

Denominações evangélicas dos Estados Unidos, avalia o colunista, não se prepararam para enfrentar um momento tão desafiador e tumultuado da história, quando a sociedade desafia a Igreja em relação à moralidade e à ética. Os que estão na igreja lutam para saber como melhor responder. “Como costuma ser o caso, à medida que a sociedade muda, também mudam os desafios enfrentados pelo cristianismo”.

Voit reconhece que é cada vez mais desafiador ser cristão dentro de qualquer tradição no mundo atual, especialmente quando alguém de apega a valores teologicamente conservadores. Mas evangélicos americanos se deparam, dos púlpitos, com uma teologia superficial e retórica motivacional vazia, e por isso buscam em outro lugar “uma práxis cristã com mais substância e prática”.

Por isso Voigt recomenda que evangélicos e protestantes estadunidenses examinem sua teologia à luz das Escrituras, leiam e estudem teólogos protestantes, os pais da Igreja, e busquem as raízes históricas, da Reforma aos Apóstolos.

A tradição, defende o autor, pode ser bem atraente, “de modo especial em uma época dentro do evangelicalismo americano onde se busca uma cultura de igreja centrada no consumidor em vez de igrejas fixadas em doutrina, prática e confissão sólidas”.

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