Quinze milhões de afastados e 7 milhões sem renda mostram peso de auxílio emergencial

Foto: José Cruz/Agência Brasil

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24 Julho 2020

Segundo o IBGE, metade da população vivia em domicílios onde pelo menos um morador recebeu algum tipo de benefício. E país tem quase 9 milhões em “home office”.

A reportagem é publicada por Rede Brasil Atual - RBA, 23-07-2020.

No mês passado, o auxílio emergencial e o benefício previsto para casos de suspensão do contrato chegaram a 29,4 milhões de domicílios, 3 milhões a mais do que no mês anterior, segundo o IBGE. Havia 14,8 milhões de pessoas afastadas do trabalho. Quase metade (7,1 milhões, 48,4%) estava sem remuneração, mostrando a importância dos benefícios em um momento de crise agravada pela pandemia de coronavírus. Pelo menos 104,5 milhões de pessoas, praticamente metade da população brasileira (49,5%), vivia nesses domicílios onde pelo menos um morador recebeu auxílio emergencial.

O percentual de pessoas sem renda caiu ligeiramente em relação a maio, quando eram 9,7 milhões (51,3%). E os 29,4 milhões de domicílios representam 43% do total no país. O valor médio do benefício foi de R$ 881.

Dos 68,7 milhões não afastados do trabalho, 8,7 milhões (12,7% dos ocupados) estavam no chamado home office. Esse índice sobe para 17,5% no caso das mulheres e cai para 9,4% entre os homens. E atinge 37,3% das pessoas com nível superior completo ou pós-graduação.

Jornada menor

Em junho, 18,7 milhões de pessoas (27,3% dos ocupados) trabalharam menos que a jornada habitual. E 2,6 milhões superaram a carga horária normal. A média na semana caiu de 39,8 para 29,5 horas. E o rendimento caiu 16,6%, de R$ 2.332 para R$ 1.944. A queda foi um pouco menos intensa que a registrada em maio (-18,5%).

De acordo com o IBGE, a taxa de desemprego subiu de 10,7% para 12,4%. O instituto apurou alta em todas as regiões. Atingiu 13,2% no Nordeste, 12,9% no Sudeste, 12,4% no Centro-Oeste, 12,3% no Norte e 10% no Sul.

A pesquisa divulgada nesta quinta-feira (23) mostra ainda que 15,5 milhões de pessoas (7,3% da população) tiveram algum sintoma de síndrome gripal, ante 11,4% no mês anterior. Segundo o IBGE, “2,4 milhões de pessoas (ou 1,1% da população) apresentaram sintomas conjugados de síndrome gripal que podiam estar associados à Covid-19 (perda de cheiro ou sabor ou febre, tosse e dificuldade de respirar ou febre, tosse e dor no peito), contra 4,2 milhões em maio (2,0% da população)”.

Transferência de renda

Os programas de transferência direta de renda chegaram a 46,6% dos domicílios, pouco mais do que em maio (42,7%). Foram 31,8 milhões de domicílios onde algum morador recebeu algum desses benefícios: auxílio emergencial, seguro-desemprego, Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou programa Bolsa Família.

Entre os setores de atividade, os trabalhadores domésticos sem carteira apresentavam o maior percentual de afastados devido à pandemia (26,8%). Em seguida, vinham os empregados do setor público sem carteira (24,4%) e os do setor privado sem carteira (17,3%). O menor percentual de afastamento se registrou no grupo que inclui agricultura e pecuária (5,2%), subindo para 22,9% no serviço doméstico e para 23,1% em áreas de alojamento e alimentação.

 

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