Países africanos pressionam por hospedagem mais barata na COP30

Foto: ClimaInfo

Mais Lidos

  • Conhecer Jesus. Artigo de Eduardo Hoornaert

    LER MAIS
  • Freira de 82 anos é morta em convento brasileiro

    LER MAIS
  • Para o pesquisador e membro do coletivo Aceleracionismo Amazônico, é necessário repensar radicalmente as possibilidades políticas tributárias de um paradigma prenhe de vícios modernos

    Pensar de modo abolicionista produz uma ética da generosidade. Entrevista especial com Bräulio Marques Rodrigues

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

31 Julho 2025

Secretariado da Convenção do Clima faz reunião de emergência para debater os altos preços de hospedagem em Belém.

A informação é publicada por ClimaInfo, 31-07-2025. 

Um grupo de países africanos intensificou a pressão por uma solução para o problema dos altos preços de estadia em Belém (PA) para a COP30. Segundo a Reuters, o Secretariado da UNFCCC realizou uma reunião de emergência para debater a questão na última 3a feira (29/7) a pedido de representantes do continente.

Para os países africanos, os altos preços da hospedagem na capital podem não só reduzir algumas de suas delegações, mas também inviabilizar a participação das nações mais pobres nas negociações climáticas deste ano.

De acordo com Richard Muyungi, que lidera o Grupo Africano de Negociadores, os representantes brasileiros se comprometeram a fazer uma nova análise e verificar possíveis medidas adicionais para garantir a participação de todos os países do continente na COP30. Uma nova reunião foi marcada para o próximo dia 11.

“Não estamos prontos para reduzir os números [de negociadores]. O Brasil tem muitas opções para termos uma COP melhor. Por isso, estamos pressionando para que o Brasil forneça respostas melhores, em vez de nos dizer para limitar nossa delegação”, disse Muyungi.

A questão da hospedagem em Belém é o principal desafio logístico do Brasil para a COP30. Neste mês, o governo federal finalmente lançou a plataforma online para reservas e apresentou um plano que assegura 2,5 mil quartos para as delegações que participarão da COP, com diárias de US$100 a US$600, priorizando os países menos desenvolvidos e as pequenas nações insulares em desenvolvimento.

Representantes de seis governos, incluindo nações europeias mais ricas, afirmaram à Reuters que ainda não garantiram hospedagem devido aos altos preços, e alguns disseram que estão se preparando para reduzir o tamanho de suas delegações. Já dois diplomatas da ONU informaram que cotações recentes indicaram tarifas de cerca de US$700 (R$ 3,9 mil) por pessoa por noite durante a COP30. Folha, Guardian e Valor também repercutiram essas informações.

Em tempo 1

O programa Profissão Repórter (TV Globo) desta semana abordou os desafios enfrentados por Belém na organização da COP30. Além da expectativa em torno do evento na capital paraense, o programa também mostrou os impactos das obras de infraestrutura na cidade e a questão da hospedagem dos participantes. Infelizmente, como o Alma Preta destacou, a cidade acabou sendo alvo de ataques discriminatórios nas redes sociais depois da exibição do programa, com insultos à população paraense - o que mostra como algumas avaliações sobre a preparação da COP ainda carregam o peso do preconceito contra o Norte brasileiro.

Em tempo 2

A gigante de relações públicas Edelman foi contratada para desenvolver uma “narrativa estratégica” de mídia para a COP30. Conhecida por suas conexões com grandes empresas, como a petroleira Shell, a Edelman também esteve envolvida em COPs recentes, como a de Dubai (COP28) em 2023 e a de Glasgow (COP26) em 2021. Segundo a Climate Home, a contratação foi feita por meio do Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD), atendendo a “critérios rigorosos”. No entanto, especialistas apontam para o óbvio conflito de interesses.

Leia mais