O que posso fazer para que a Igreja seja mais fiel a Jesus? Artigo de José Antonio Pagola

Foto: Rui Silva sj /Unsplash

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04 Setembro 2026

"A Igreja muda quando nós mudamos, ela se transforma quando nós somos transformados."

O artigo é de José Antonio Pagola, teólogo espanhol, publicado por Religión Digital, 01-09-2026.

Eis o artigo.

“Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, ali estou eu no meio deles.” A melhor maneira de tornar Cristo presente em sua Igreja é permanecermos unidos, agindo “em seu nome”, movidos pelo seu Espírito. A Igreja precisa não tanto de nossas declarações de amor ou de nossas críticas, mas sim de nosso compromisso genuíno. Há muitas perguntas que podemos nos fazer.

O que estou fazendo para criar um clima de conversão coletiva dentro desta Igreja, que sempre precisa de renovação e transformação? Como seria a Igreja se todos vivessem sua fidelidade a Cristo mais ou menos como eu? Seria mais ou menos fiel a Jesus?

Qual a minha contribuição em espírito, verdade e autenticidade para esta Igreja, tão necessitada de um radicalismo evangélico, para oferecer um testemunho credível de Jesus em meio a uma sociedade indiferente e incrédula?

Como posso contribuir com a minha vida para construir uma Igreja mais próxima dos homens e mulheres do nosso tempo, uma Igreja que saiba não só ensinar, pregar e exortar, mas sobretudo acolher, escutar e acompanhar aqueles que vivem perdidos, sem conhecer o amor ou a amizade?

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Que contribuição posso dar para a construção de uma Igreja Samaritana, com um coração grande e compassivo, capaz de esquecer os seus próprios interesses para viver focada nos grandes problemas da humanidade?

O que posso fazer para libertar a Igreja dos medos e das amarras que a paralisam e a prendem ao passado, e permitir que ela seja penetrada e revitalizada pela frescura e criatividade que emanam do Evangelho de Jesus?

O que posso contribuir neste momento para que a Igreja aprenda a "viver em minoria", sem grandes pretensões sociais, mas de forma humilde, como o "fermento" oculto, o "sal" transformador, uma pequena "semente" disposta a morrer para dar vida?

O que estou fazendo por uma Igreja mais alegre e esperançosa, uma Igreja mais livre e compreensiva, uma Igreja mais transparente e fraterna, uma Igreja mais fiel e credível, uma Igreja mais de Deus e menos do mundo, uma Igreja mais de Jesus e menos dos nossos próprios interesses e ambições? A Igreja muda quando nós mudamos; ela se transforma quando nós nos transformamos.

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