Teólogos do Terceiro Mundo completa 50 anos

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30 Julho 2026

O 50º Jubileu da Associação Ecumênica de Teólogos do Terceiro Mundo (EATWOT), nascida da reunião de 22 teólogos da África, Ásia e América Latina reunidos em agosto de 1976 em Dar es Salam, mereceu mensagem do secretário geral do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), pastor Dr. Jerry Pillay.

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista.

“A EATWOT ensinou ao movimento ecumênico uma lição essencial: que as igrejas devem se tornar comunidades ‘em solidariedade com as lutas dos pobres’, prontas não apenas para servir, mas também para aprender com aqueles que estão à margem. Vocês nos desafiaram a ouvir o Evangelho dos pobres, a reconhecer a presença de Cristo entre os mais vulneráveis e a nos unirmos na luta contra os poderes da exploração”, escreveu Pillay.

Teólogos do Terceiro Mundo tem sido uma voz profética no movimento ecumênico. Eles enfatizam que a teologia não pode ser dissociada dos clamores dos pobres, das lutas dos oprimidos e das esperanças dos marginalizados. Destacam, ainda, que o trabalho da teologia deve ser feito de baixo para cima, a partir da base, a partir da experiência daqueles oprimidos pela injustiça.

“Ao celebrarmos esse marco, lembremo-nos de que os pobres continuam sendo as principais vítimas da exploração econômica, da destruição ambiental e da opressão política”, anotou o líder ecumênico, desejando que as ricas tradições teológicas que emergiram dos Teólogos do Terceiro Mundo, as teologias da libertação da América Latina, as teologias contextuais da África, as teologias Dali e Minjung da Ásia, continuem a enriquecer e a desafiar todo o Corpo de Cristo.

Entre os 22 “fundadores” estiveram presentes em Dar es Salam o teólogo peruano Gustavo Gutiérrez, o filósofo e historiador argentino-mexicano Enrique Dussel, o sacerdote chileno e primeiro secretário executivo da organização global, Sérgio Torres, e o teólogo brasileiro Hugo Assmann.

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