Ausência de vacina que combata o surto de Ebola preocupa igrejas

Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

Mais Lidos

  • O Papa Leão XIV faz um pedido de desculpas histórico pelo papel da Santa Sé na legitimação da escravidão

    LER MAIS
  • Pesquisadores comentam a primeira encíclica de Leão XIV

    Magnifica Humanitas. Limites, possibilidades, perspectivas. Algumas análises

    LER MAIS
  • Primeira encíclica do Papa Leão XIV reforça o conceito de dignidade ontológica absoluta, denuncia a não neutralidade tecnológica e concentração privada do poder digital e chega a um público que os documentos jurídicos não alcançam, diz advogado e pesquisador da área do Direito

    Magnifica Humanitas: “Uma leitura que nenhum documento governamental teria facilidade de fazer com franqueza”. Entrevista especial com Marcelo Chiavassa

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

26 Mai 2026

O Conselho Mundial de Igrejas (CMI) manifestou, em nota assinada por seu secretário geral, pastor Dr. Jerry Pillay, preocupação com o surto de Ebola na República Democrática do Congo e em Uganda, uma emergência de saúde pública de interesse internacional, com centenas de casos suspeitos de infecção e muitas mortes relatadas. Não existe, de momento, uma vacina ou terapêutica capaz de fazer frente à estirpe Bundibugyo do Ebola, responsável pelo surto.

A informação é de Edelberto Behs, jornalista. 

“Este surto está se desenrolando em contextos já marcados pela pobreza, sistemas frágeis de saúde, insegurança alimentar, deslocamento e os impactos de longo prazo de conflitos”, escreve Pillay, lembrando que as crises de saúde estão profundamente interligadas a questões de justiça, equidade e dignidade humana. O CMI insta as partes envolvidas nos conflitos em curso na região que cessem as hostilidades, que respeitem o direito humanitário e que criem corredores seguros para a resposta médica, educação comunitária e cuidados, “reconhecendo que a paz e a saúde estão indissoluvelmente ligadas”.

O organismo ecumênico internacional também apela aos governos, agências internacionais, igrejas e sociedade civil para que partilhem tratamentos, tecnologias e recursos financeiros, “de modo que as comunidades mais afetadas não sejam deixadas para trás”. Os líderes de igrejas e das comunidades têm um papel vital como vizinhos de confiança, diz o manifesto, como “manter-se vigilantes, seguir e divulgar orientações precisas de saúde pública e combater a desinformação com informações claras, compassivas e confiáveis, que protejam a vida”.

Reafirma, ainda, que a solidariedade deve ir além da resposta a emergências e abordar as causas da vulnerabilidade, “incluindo a desigualdade, a marginalização e a falta de acesso a serviços essenciais, para que as comunidades estejam mais bem protegidas contra futuras crises de saúde”.

Leia mais