26 Mai 2026
O Conselho Mundial de Igrejas (CMI) manifestou, em nota assinada por seu secretário geral, pastor Dr. Jerry Pillay, preocupação com o surto de Ebola na República Democrática do Congo e em Uganda, uma emergência de saúde pública de interesse internacional, com centenas de casos suspeitos de infecção e muitas mortes relatadas. Não existe, de momento, uma vacina ou terapêutica capaz de fazer frente à estirpe Bundibugyo do Ebola, responsável pelo surto.
A informação é de Edelberto Behs, jornalista.
“Este surto está se desenrolando em contextos já marcados pela pobreza, sistemas frágeis de saúde, insegurança alimentar, deslocamento e os impactos de longo prazo de conflitos”, escreve Pillay, lembrando que as crises de saúde estão profundamente interligadas a questões de justiça, equidade e dignidade humana. O CMI insta as partes envolvidas nos conflitos em curso na região que cessem as hostilidades, que respeitem o direito humanitário e que criem corredores seguros para a resposta médica, educação comunitária e cuidados, “reconhecendo que a paz e a saúde estão indissoluvelmente ligadas”.
O organismo ecumênico internacional também apela aos governos, agências internacionais, igrejas e sociedade civil para que partilhem tratamentos, tecnologias e recursos financeiros, “de modo que as comunidades mais afetadas não sejam deixadas para trás”. Os líderes de igrejas e das comunidades têm um papel vital como vizinhos de confiança, diz o manifesto, como “manter-se vigilantes, seguir e divulgar orientações precisas de saúde pública e combater a desinformação com informações claras, compassivas e confiáveis, que protejam a vida”.
Reafirma, ainda, que a solidariedade deve ir além da resposta a emergências e abordar as causas da vulnerabilidade, “incluindo a desigualdade, a marginalização e a falta de acesso a serviços essenciais, para que as comunidades estejam mais bem protegidas contra futuras crises de saúde”.
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