Gallup constata que satisfação com liberdade de escolhas cresce em países da antiga Cortina de Ferro

Foto: Adil Sattarov/ Unsplash

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16 Julho 2026

Os maiores ganhos no aumento na satisfação das pessoas com sua liberdade de escolha sobre o que fazer com suas vidas, nos últimos anos, ocorreram nos Balcãs, no Cáucaso e na Europa Central e Oriental. Muitas dessas áreas estavam antes atrás da Cortina de Ferro. 

O texto é de Edelberto Behs, jornalista.

Em contrapartida, comparadas às respostas recolhidas pelo Instituto Gallup em 2006, Estados Unidos (menos 16 pontos), França (menos 15 pontos) e Reino Unido (menos 13 pontos), países que integram o G7, estão entre as nações com maiores quedas globais na satisfação com a liberdade. Em 2025, suas médias caíram para cerca de 75%, bem abaixo da média global de 82%.

No ano passado, 82% dos adultos, de 138 países, disseram que estavam satisfeitos com a liberdade de escolher o que fazer da vida, um aumento em relação aos 71% registrados em 2006. O Gallup constatou que liberdade e felicidade crescem juntas, mas também que as liberdades pessoais estão vagamente associadas a medidas nacionais de liberdade.

A Grécia apresenta um dos níveis mais baixos no mundo de satisfação com a liberdade individual, enquanto o Camboja, Vietnã e Emirados Árabes Unidos registram índices elevados de satisfação, apesar de terem pontuações muito inferiores aos da Grécia quanto a direitos políticos e liberdades civis. Em 1938, o Gallup perguntou a estadunidenses sobre a liberdade de expressão, quando 96% do universo pesquisado disseram acreditar na liberdade de expressão. Mas quando o instituto indagou se “radicais” e “comunistas” deveriam ter permissão para realizar reuniões locais e expressar suas opiniões, o apoio caiu para 40% e 36% respectivamente.

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