15 Julho 2026
Segundo o teólogo Magnus Striet, de Freiburg, os políticos certamente podem dialogar com Deus sobre política – contudo, isso depende de qual Deus. "Se alguém quer defender a democracia liberal, Deus precisa ser um Deus que atenda e aceite o anseio da humanidade por liberdade. Caso contrário, não", afirmou Striet no domingo, em entrevista ao jornal "Kölner Stadt-Anzeiger".
A informação é publicada por Katholisch, 14-07-2026.
Referindo-se às políticas do presidente americano Donald Trump e ao seu movimento Make America Great Again (Tornar a América Grande Novamente), ambos invocando Deus repetidamente, o teólogo afirmou: "Não é preciso ter formação teológica para reconhecer que as categorias apresentadas como cristãs sob a bandeira 'América Primeiro' derivam de fantasias ideológicas". Em nome do Deus bíblico, é preciso criticar claramente as políticas excludentes do atual governo americano. "Será que realmente queremos acreditar em um Deus que serve aos interesses nacionais? E que se opõe à ideia de que as pessoas devem levar vidas autodeterminadas?"
Striet identificou problemas na capacidade da Igreja Católica de implementar a democracia liberal. "O problema é que a Igreja Católica Romana ainda mantém, no nível magisterial, que a religião deve ser subordinada ao Estado como poder ético e normativo." No nível doutrinário, a Igreja é um obstáculo a uma sociedade liberal, laica e pluralista. Ao mesmo tempo, porém, no nível do cristianismo vivido, existem "inúmeros grupos que apoiam e promovem precisamente as ideias da democracia liberal".
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