06 Julho 2026
A partir de ontem e até 27 de julho, Prevost passará três semanas de férias no Palácio Apostólico pela primeira vez. Atividades físicas, descanso e oração farão parte da programação, assim como a preparação para as decisões do outono.
A informação é de Iacopo Scaramuzzi, publicada por La Repubblica, 06-07-2026.
Tênis com sua fiel secretária peruana. A piscina coberta construída por João Paulo II. E até mesmo seu cavalo, Proton, um puro-sangue árabe criado na Polônia, com o qual, escondido de olhares curiosos, ele cavalga regularmente entre as sebes e canteiros de flores dos 55 hectares de vilas papais. Essas serão as atividades esportivas que pontuarão as férias do Papa Leão XIV, que ontem se retirou para Castel Gandolfo para três semanas de descanso.
Vista da varanda
“Obrigado, estou muito feliz por estar aqui entre vocês”, disse o Papa, saudando os fiéis à sua chegada da varanda do Palácio Apostólico, “e por poder passar as próximas semanas de descanso, oração, leitura e, com sorte, um pouco de esporte aqui em Castel Gandolfo.”
Quem está com o Papa?
A Prefeitura da Casa Pontifícia anunciou ontem que Leão XIV se mudou para a residência do Vaticano com vista para o Lago Albano "para um período de descanso" até 27 de julho. Como para todos os Papas, julho é o mês em que todas as audiências, públicas e privadas, são suspensas. Leão XIV será acompanhado por seus dois secretários, o padre peruano Edgar Rimaycuna e o padre toscano Marco Billeri. Espera-se também que alguns agostinianos frequentem a residência de verão do Papa, a começar pelo padre Edward Daniang Daleng, de grande confiança, e pelos dois principais diretores do Borgo Laudato Si' (uma seção dos jardins composta por fazendas, estufas e áreas de lazer dedicadas a uma iniciativa ecológica e social), o cardeal Fabio Baggio e o padre Manuel Dorantes.
Mudança de Palácio
O comunicado oficial confirma um detalhe que circulava há semanas: pela primeira vez desde que se tornou Papa, Leão não residirá na Villa Barberini, onde costuma passar seu dia de folga semanal, terça-feira, mas sim no Palácio Apostólico. Tratam-se de dois edifícios diferentes: o Papa Francisco, que preferia passar suas férias em casa, no Vaticano, decidiu transformar o Palácio Apostólico, usado para férias de verão por seus antecessores, em um museu. Por esse motivo, quando Leão, que tem grande apreço por Castel Gandolfo, foi eleito, o edifício principal foi destinado a turistas, e o novo Papa optou pela Villa Barberini, tradicionalmente usada pelos Secretários de Estado. Ela possui diversas vantagens muito apreciadas pelo Pontífice — fica perto do bosque interno, tem vista para o lago de um lado e, ao longe, para o mar de Anzio do outro. Mas também apresenta um aspecto inconveniente, principalmente do ponto de vista da segurança: fica às margens de uma via pública e, portanto, a estadia do Papa deve ser acompanhada por um significativo destacamento de forças policiais.
Não apenas descansar
O restante da propriedade de Castel Gandolfo está inteiramente à disposição do Papa. Em 2025, quando foi recém-eleito para o Conclave, Leão passou 16 dias de férias lá, de 6 a 22 de julho. Na realidade, foram dias de descanso relativo: no primeiro dia, celebrou uma missa pelo meio ambiente e recebeu o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. Recebeu um telefonema do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, que se desculpou pelo ataque militar do exército israelense à Igreja da Sagrada Família em Gaza, e depois conversou por telefone com o presidente palestino Mahmoud Abbas. Saindo de Castel Gandolfo, Leão também fez uma excursão pelos arredores, visitando o mosteiro da Imaculada Conceição das Clarissas de Albano e o santuário de Nossa Senhora das Graças em Mentorella, nas montanhas Prenestini. É provável que este ano também aproveite a oportunidade para fazer uma viagem aos Castelos Romanos ou, no máximo, a algum lugar no Lácio.
Decisões da Cúria
Ele descansará? "Esperemos que sim", respondeu o próprio Prevost a um repórter que lhe perguntou recentemente o que faria em Castel Gandolfo. "Um pouco de descanso, muita leitura, reflexão, preparação para o que vem a seguir. E sempre há trabalho..." Entre os cardeais que participaram do recente Consistório, em particular, há a crença de que o Papa usará essas três semanas para finalizar algumas decisões sobre mudanças significativas na estrutura organizacional da Cúria Romana. Um Pontífice, além disso, nunca se desvincula completamente da governança da Igreja ou da política internacional, e os acontecimentos atuais sempre podem trazer surpresas.
Acesso para turistas
A visita do Papa inclui também a oportunidade de visitar a sua residência de verão: Borgo Laudato Si', que, em acordo com Leão XIV, estará aberta diariamente das 10h às 18h, oferecendo a todos "a oportunidade de vivenciar um lugar de oração, beleza e cuidado com a nossa casa comum. Acompanhamos o Santo Padre", lê-se num comunicado, "com as nossas orações e estamos encantados por partilhar este verão especial em Castel Gandolfo com tantos peregrinos e visitantes."
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