Israel reabre o Santo Sepulcro, a Mesquita de Al-Aqsa e o Muro das Lamentações após um fechamento de quarenta dias

Foto: Vatican News

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10 Abril 2026

Os locais sagrados de Jerusalém, incluindo a Igreja do Santo Sepulcro, a Mesquita de Al-Aqsa e o Muro das Lamentações, receberam fiéis na quinta-feira, após terem permanecido fechados por 40 dias pelo governo israelense, que anteriormente alegou preocupações de segurança relacionadas à guerra com o Irã como motivo para mantê-los fechados.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 09-04-2026.

 As autoridades israelenses anunciaram ontem à noite o levantamento das restrições após "instruções atualizadas do Comando da Defesa Civil" do Exército, embora essa decisão tenha sido acompanhada pelo destacamento de centenas de policiais e guardas de fronteira nos becos da Cidade Velha de Jerusalém.

Nesta quinta-feira, dezenas de judeus visitaram o Muro das Lamentações, assim como outros fiéis cristãos no Santo Sepulcro, após esse impasse de quase seis semanas, que foi criticado por alguns como uma desculpa de Israel para não permitir a celebração da Quaresma, da Semana Santa católica e protestante, nem dos últimos dias do Ramadã.

No entanto, nem mesmo a Páscoa (Pessach) pôde ocorrer normalmente.

Israel também impediu as orações do Eid al-Fitr este ano, a festa que marca o fim do jejum no mês sagrado do Ramadã, em Al-Aqsa; a primeira restrição desse tipo desde a ocupação israelense de Jerusalém Oriental em 1967.

Além disso, durante as orações de sexta-feira do Ramadã, no início de fevereiro, antes do início da guerra com o Irã, Israel limitou a 10.000 o número de palestinos que podiam entrar na Cisjordânia, permitindo o acesso apenas a homens com mais de 55 anos, mulheres com mais de 50 anos e crianças de até 12 anos de idade.

A agência EFE confirmou nesta quinta-feira como grupos de colonos judeus estavam acessando a Mesquita de Al-Aqsa, no Monte do Templo, dificultando a oração dos fiéis muçulmanos naquele que é considerado o terceiro local mais sagrado do Islã.

 Ainda assim, o Departamento Islâmico de Waqf, a autoridade religiosa jordaniana que administra Al Aqsa, confirmou que "centenas" de muçulmanos puderam rezar desde o amanhecer no complexo mencionado.

"Sinto uma mistura de alegria e tristeza. Quando entrei na Mesquita de Al-Aqsa, chorei muito", confessou uma mulher muçulmana à EFE nos portões do templo.

O levantamento das restrições chega em boa hora para os cristãos ortodoxos, que celebram a Páscoa no domingo, uma semana depois dos feriados católicos e protestantes, e antes da cerimônia conhecida como Fogo Sagrado, que acontece neste sábado no Santo Sepulcro.

Houve grande inquietação entre os cristãos católicos no último Domingo de Ramos, quando a polícia israelense negou o acesso ao Santo Sepulcro ao Patriarca Latino, Cardeal Pierbattista Pizzaballa, que estava a caminho para celebrar uma missa e bênção privadas acompanhado por três outros representantes católicos.

A decisão gerou tamanha indignação internacional que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, teve que recuar e permitir a entrada de Pizzaballa nos dias seguintes, embora inicialmente tenha tentado alegar que o veto se devia ao suposto excesso da capacidade máxima de 50 pessoas prevista para o estado de alerta em função da guerra com o Irã.

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