Uma comunidade que nasceu da Páscoa. Artigo de Eduardo de la Serna

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10 Abril 2026

"A abertura da carta de Pedro prepara o terreno para todo o texto. Com uma estrutura trinitária, mas focada nos sofrimentos e na ressurreição de Cristo, ela encoraja os destinatários a se inspirarem para servir aos oprimidos da sociedade".

O comentário é de Eduardo de la Serna, padre argentino e membro do Grupo de Padres na Opção pelos Pobres, publicado por Religión Digital, 06-04-2026.

Eis o artigo.

Leitura dos Atos dos Apóstolos 2,42-47

Lucas apresenta a comunidade ideal das origens, caracterizada por quatro elementos: ensino, oração, Eucaristia e partilha de bens, e os repete para dar continuidade ao caminho de Jesus.

O resumo dos Atos apresenta pela primeira vez (cf. 4,32-35) a comunidade original, a comunidade de Jerusalém. A partir do capítulo 6, começa a se referir aos seguidores de Jesus originários da Diáspora, e mais tarde o grupo será aberto para receber gentios.

Em Lucas 2,41, ele havia dito que, em resposta à pregação de Pedro, "os que aceitaram a sua mensagem foram batizados, e naquele dia houve um acréscimo de cerca de três mil pessoas". Estes, portanto, são os que "vinham regularmente"...

A primeira coisa que se afirma sobre esse grupo é que eles frequentavam:

O ensinamento (didajê) dos apóstolos (em 5,28; 13,12; 17,19 refere-se a um ensinamento já estabelecido, então também pode ser traduzido como “doutrina”;

Comunhão (koinonia); apenas uma vez em Atos, muito frequentemente em Paulo para aludir à vida compartilhada, à comunhão de vida com Deus ou a bens compartilhados (por exemplo, na Coleta);

A partilha do pão (klásei tou artou) em Lc 24,35 alude ao reconhecimento de Jesus pelos peregrinos de Emaús, certamente se refere à Eucaristia;

As orações (proseujais) já eram algo que havia sido dito sobre o grupo germinal (1,14) e são algo frequente na comunidade (3,1; 6,4; 12,5).

Em todos eles (psyjê) ocorreu um “grande temor”. O temor reverencial é característico da religiosidade (5,5, 11; 9,31; 19,17; cf. Lc 1,12, 65; 2,9; 5,26; 7,16; 8,37). Pode incluir o temor, mas também o “temor de ofender”, o respeito e a reverência. A referência a “sinais e maravilhas” (térata kaì sêmeia), particularmente a partir de Dt 34,11, alude à profecia (como a de Moisés).

A comunidade dos apóstolos, assim como Jesus, é caracterizada por sua natureza profética na teologia de Lucas-Atos. A profecia a caracteriza ao longo da obra em vários aspectos (cf. 2,19; 4,30; 5,12; 6,8; 7,36; 14,3; 15,12).

Todo o grupo é descrito como “crentes” (pisteuontes); eles viviam juntos e tinham tudo em comum (koinà; esta é a koinônía mencionada anteriormente). Os antigos gregos falavam de amizade como a de pessoas que compartilham tudo e vivem juntas, razão pela qual — poderíamos dizer — Lucas descreve a comunidade como “irmãos” (uso judaico) e “amigos” (uso grego). A referência ao que é vendido, mantido em comum e distribuído conforme a necessidade será especificada mais claramente nos capítulos 4 e 5: (4,32–35 no resumo, 4,36–37 no exemplo de Barnabé; e em 5,1–11 no contra-testemunho de Ananias e Safira).

Como se tratava da comunidade de Jerusalém, eles iam ao Templo diariamente (prática reiterada em 3,1; 5,25…), e com “perseverança”, como a encontrada na oração (1,14) ou no ensino (didakhê) dos apóstolos, que por sua vez se dedicavam à oração e à pregação da palavra (6,4), e “intimamente” (1,14; 4,24; 5,12; 8,6), mas também “partiam o pão” em suas casas e compartilhavam a comida. O louvor (ainoûntes) é quase exclusivamente lucano no NT (6x de 8x, Rm 15,11; Ap 19,5) e é sempre dirigido a Deus. E eles tinham o “favor” (chárin) de “todo o povo (laos)”.

E, concluindo (como vimos em 2,41), alude-se àqueles a quem “o Senhor” (Jesus?) acrescenta para que possam ser “salvos” (sôzomenous).

Como se pode ver, a narrativa, após ter delineado quatro características da comunidade primitiva em resumo, elabora-as para melhor compreendê-las:

 

E conclui mostrando – como já o fizera (2,41) e repetirá – que “a comunidade estava crescendo…” (cf. 6,7).

Leitura da Primeira Carta de São Pedro 1,3-9

A abertura da carta de Pedro prepara o terreno para todo o texto. Com uma estrutura trinitária, mas focada nos sofrimentos e na ressurreição de Cristo, ela encoraja os destinatários a se inspirarem para servir aos oprimidos da sociedade.

Assim como outras cartas do Novo Testamento, a Primeira Carta de Pedro começa com um hino (“Bendito seja Deus”) em vez de uma ação de graças, como é costume (cf. 2 Coríntios e Efésios). No entanto, ambos os modos introdutórios servem para apresentar os temas principais da carta.

A carta de Pedro é tema de interessante debate entre os estudiosos, mas vamos considerar brevemente alguns elementos-chave: o hino começa bendizendo a Deus (o Pai) por seus dons (vv. 3-5), mas depois passa da bênção para refletir e enfatizar a alegria em meio ao sofrimento, como o de Cristo (vv. 6-9), e conclui destacando os destinatários como aqueles que recebem as boas novas trazidas pelo Espírito (vv. 10-12). A honra que recebem provém de sua participação na família dos renascidos. Apesar da semelhança com o contexto batismal, o texto é característico de cânticos transmitidos oralmente. O batismo é o pano de fundo no qual os cristãos devem se apresentar na sociedade em que vivem (1,14-2,3; 2,9-10, 11-12; 3,13-4,6). A tradição (também judaica) de alegria em meio ao sofrimento (1,6; 4,12-13; cf. 3,14; 4,14), a certeza da proteção divina e a presença do Espírito não eximem os crentes da realidade do sofrimento (4,12; 5,9), da iminência do juízo (4,17) e da perspectiva de salvação e glória (1,8-9; 4,14, 16; 5,10). Os versículos 10-12 contêm, para muitos, a chave para a compreensão de 1 Pedro (embora os versículos 11-12 sejam omitidos no texto litúrgico), pois introduzem os sofrimentos e a glória de Jesus como a chave para a interpretação da vida cristã. A carta, como um todo, busca encorajar e dar coragem aos seus destinatários, que são "estrangeiros" (desprezados, rejeitados) em seu meio, apresentando assim sua situação atual como boas novas, refletindo Cristo e preparando-os para a glória futura.

A regeneração, que é a motivação da bênção, é determinada pela esperança viva (v. 3), pela herança incorruptível (v. 4a) e pela salvação que será revelada (v. 4b). Essas características marcarão definitivamente um modo de vida completamente novo que deve caracterizar o cristão, mesmo em meio às dificuldades, e para o qual faz sentido dedicar-se ao serviço dos estrangeiros, revelando-lhes uma nova vida, um novo “lar”.

+ Evangelho segundo João 20,19-31

Em duas cenas, Jesus aparece à sua comunidade, concedendo-lhe todos os dons esperados para o fim dos tempos. Além disso, o Evangelho destaca a identidade entre o Cristo ressuscitado e o Cristo crucificado por meio dos sinais visíveis da cruz, mas — assim como o discípulo amado — dirige-se àqueles que crerão sem ver e, dessa forma, alcançarão a plenitude da vida de Deus.

O dia da ressurreição está chegando ao fim. Ao amanhecer, Maria Madalena foi ao túmulo (20,1); mais tarde, ela encontra Jesus, a quem confunde com o jardineiro (20,15), e conta aos discípulos. Naquela mesma noite, ocorre a aparição aos discípulos. Não sabemos quem estava presente neste relato (razão pela qual os discípulos, como grupo, são os que devem ser considerados na narrativa); sabemos apenas quem estava ausente: Tomé, que será o protagonista, juntamente com Jesus, da próxima e última cena. Esta narrativa, portanto, tem duas partes separadas por uma semana (de modo que a segunda aparição de Cristo ressuscitado ocorre em um domingo). A ausência e a presença de Tomé marcam o elemento — novo na segunda parte — que as conecta, mas não há necessidade de cair no fundamentalismo de perguntar se Tomé não recebe os dons dados por Jesus durante a primeira visita.

Comecemos por observar que a presença de Jesus a portas fechadas (vv. 19, 26) parece sugerir que ele não retornou à sua vida anterior: seu corpo é o mesmo, mas também diferente, glorificado. Como na cena seguinte, as palavras de Jesus reconhecem o dom da paz (shalom, algo necessário em meio ao "medo"; não é correto dizer que a paz já está entre eles — devido à ausência de um verbo, literalmente "a paz esteja convosco" — visto que o medo e a alegria subsequentes parecem contradizer isso) que Jesus lhes concede (vv. 19, 26), e então ele "mostra-lhes as mãos e o lado", reforçando assim a ideia de que "o ressuscitado é o crucificado", continuidade e diferença. Isso antecipa a cena com Tomé, mas também nos diz que o que ele dirá mais tarde sobre aqueles que "creem sem ver" não se refere aos discípulos (que "veem"), mas aos leitores do Evangelho.

A alegria e a paz que lhe foram concedidas assumem, mais uma vez, uma nova dimensão. Não se trata simplesmente de repetir uma saudação e dos discípulos se alegrarem ao vê-lo ressuscitado; a "paz" e a "alegria" são dons escatológicos, assim como toda a atmosfera desta cena. A ressurreição de Jesus começa a derramar sobre seus seguidores, os discípulos, os dons aguardados para os últimos tempos. De fato, o maior dom, aquele que dá origem a todos os outros, é o Espírito que o Cristo ressuscitado agora concede. Nós, leitores, já sabemos que o Espírito foi dado ao pequeno grupo aos pés da cruz — os crentes representados pela mãe e pelo discípulo amado (19,30), como predito (7,39). Mas o espírito – lembrem-se dos ditos do Paráclito (ver 14,16.26; 15,26; 16,7, sempre no discurso de despedida) – não é derramado sobre o pequeno grupo, mas sobre todos os crentes para serem testemunhas (20,22; ver 15,26-27).

Ora, como se pode ver numa leitura abrangente de todo o Evangelho, um dos elementos centrais da cristologia joanina é a apresentação de Jesus como aquele “enviado” pelo Pai. O “enviado” (em hebraico, “sheliah”) é uma instituição característica para a qual a pessoa tem “a mesma autoridade daquele que a envia”, isto é, o que ela diz, o que ela decide, o que ela se abstém de fazer, é feito pelo mesmo “remetente”. Visto que Jesus é “enviado pelo Pai”, ele evidentemente profere as mesmas palavras e realiza as mesmas obras, como fica claro ao longo do Evangelho. “Enviado”, em grego, é expresso por dois termos, pempô e apostellô (de onde deriva “apóstolo”). Assim, podemos dizer que no corpo do Evangelho de João há apenas um “apóstolo”, que é Jesus. No entanto, uma vez ressuscitado, Jesus “envia” seus discípulos “como o Pai me enviou” (cf. 13,16.20; 17,18), e – de acordo com os textos mencionados – é um envio “ao mundo”.

Ele então lhes dá a capacidade de levar o perdão de Deus a todos (em um texto que tem alguma conexão com Mt 16,19; 18,18).

A cena é abruptamente interrompida — não há despedida nem partida — com a referência à ausência de Tomé. Em um diálogo entre as duas cenas, os presentes confirmam que "viram o Senhor" (confirmando mais uma vez que a alusão àqueles "que creem sem ver" não se refere a eles), mas Tomé expressa explicitamente sua incredulidade, indo além da visão; ele quer tocar.

Oito dias depois, a cena inicial se repete, como dissemos, mas agora Jesus fala diretamente com Tomé, convidando-o a fazer o que lhe havia pedido e exortando-o a não ser um incrédulo, mas um crente. A cena termina com a magnífica confissão de fé de Tomé: "Meu Senhor e meu Deus!"

Mas consideremos alguns elementos fundamentais para compreendermos melhor essa unidade: como já foi dito, paz e alegria não são meramente uma saudação. A paz já havia sido anunciada por Jesus para o seu retorno (14,27-28; 16,33; veja Isaías 52,7, 60,17, 66,12); e o mesmo acontecia com a alegria (14,19; 16,21-22; veja Isaías 51,3, 11, Salmo 35,9). O “sopro” poderia aludir ao relato da (nova) criação (Gênesis 2,7; Sabedoria 15,11), mas também parece consistente com a imagem da ressurreição na alusão a Ezequiel 37 no relato dos “ossos secos”; a humanidade é ressuscitada pelo poder criador do Jesus ressuscitado. A referência ao perdão e à retenção oscila entre dois extremos e tem a aparência do que se chama de "merismo", ou seja, uma figura de linguagem que visa significar o todo transitando entre os dois extremos. Neste caso, parece simbolizar o controle total sobre o acesso à casa (veja Isaías 22,22 com termos semelhantes, que também inspiram — como dissemos — Mateus 16,19 e 18,18). Visto que a cena se refere aos "discípulos" sem especificar, parece que se deve entender que toda a comunidade de fiéis recebe esse "ministério".

Os discípulos já tinham ouvido palavras semelhantes de Maria Madalena, que disse ter “visto o Senhor”, mas o texto nada diz sobre as consequências disso (que poderiam ser incluídas se acreditarmos que João desconstruiu o texto — como discutimos na semana passada — e colocou a reação dos discípulos no início da unidade). Os discípulos agora dizem as mesmas palavras a Tomé: “Nós vimos o Senhor”.

A resposta de Tomé aos discípulos marca uma segunda etapa em sua jornada de fé — após a ausência. Ele está disposto a abandonar sua incredulidade se o Cristo ressuscitado atender aos seus critérios, mas, caso contrário, permanecerá incrédulo: "Não crerei". Tomé exige "tocar" em Jesus, assim como Maria quis se apegar ao seu corpo (20,17); Tomé — agora, pelo menos, presente — exige experimentar o corpo ressuscitado do crucificado. Mas o forte sentido de "toque" e "lugar" parece destacar, além disso, a continuidade entre os mundos passado e presente de Jesus (algo que a passagem pelos portões refuta, como dissemos). Para crer, Jesus precisa aceitar suas exigências. Ao aparecer, Jesus mostra que aceita as condições de Tomé, mas, ao mesmo tempo, insiste: "e não sejais incrédulos, mas crentes..." (a reiteração e a importância do verbo "crer" não precisam ser enfatizadas). Nada indica que Tomé tenha tocado no altar; agora é ele quem aceita a condição de Jesus e manifesta a sua fé. O que havia sido revelado no Evangelho a respeito do "Verbo" em 1,1-2, o uso por Jesus do absoluto "Eu Sou" (cf. 4,26, 8,24, 28, 58; 13,19; cf. 18,5, 8) e a sua afirmação "Eu e o Pai somos um" (10,30 e também 10,38) atingem o seu clímax nesta confissão de fé: "Meu Senhor e meu Deus". Foi mencionado que o imperador Domiciano (81-96 d.C.) desejava ser venerado como Dominus et Deus noster ("Nosso Senhor e Deus", Suetônio, Domiciano 13). A atmosfera de "adoração ao imperador" era muito importante no Império Romano, e talvez esse seja o contexto da expressão, mas não faz justiça ao texto entendê-la apenas como uma confrontação. O ditado deve ser compreendido especialmente no contexto do próprio Evangelho e do seu texto (cf. Sl 35,23; Am 5,16).

A confissão conclui com um dito de Jesus: “Bem-aventurados os que não viram e creram”, abrindo assim a narrativa para os leitores do Evangelho em uma nova era histórica (17,20; cf. 1 Pedro 1,8). Mas também não é correto ignorar — da mesma forma que os discípulos e o tempo dos leitores do Evangelho — que foi enfatizado anteriormente que o discípulo amado creu sem ver (20,8). É isso que os destinatários do quarto Evangelho são convidados a confessar, e este é o exemplo que eles (nós) somos convidados a seguir.

Nos versículos 30-31, apresenta-se a conclusão de todo o Evangelho, o "porquê" de ter sido escrito: "para que creiam" e, crendo, "tenham vida" (vida divina). João selecionou sinais nesta obra com este propósito: "para que creiam". Não se deve ignorar que essa crença é explicitamente declarada aqui: "para que creiam que Jesus é o Messias, o Filho de Deus", algo que Marta confessa no Evangelho (11,27). Visto que essas palavras são idênticas às de Pedro no que é chamado de "confissão de fé de Pedro" (Mt 16,16), certamente se referem a Marta com a mesma ideia, "confissão de fé de Marta". Portanto, Jesus esclarece-lhe: "Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim jamais morrerá. Crês?" (11,26; observe-se, em ambos os casos — o de Marta e a conclusão do Evangelho —, a centralidade do "crer"). Visto que esta é a mais alta confissão de fé do Evangelho, Marta não deve ser relegada a um papel secundário na sua leitura [a leitura frequentemente sexista refere-se à "confissão de fé de Pedro" e ignora a "confissão de fé de Marta", embora sejam praticamente idênticas]. Mas — neste caso específico da liturgia deste dia — visto que esta é a conclusão de todo o Evangelho, a sua unidade merece uma discussão muito mais extensa. Reiteremos aqui a estreita relação entre fé e vida (divina); é isso que o autor do Evangelho pretende. Estes são os "crentes" — e discípulos amados — e esta é a comunicação da vida "ressurreicionada" para "todos os que creem".

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