Celibato é "um ótimo estilo de vida" – mas estou aberto a mudanças, diz o arcebispo de Viena

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08 Abril 2026

O arcebispo de Viena, Josef Grünwidl, considera o celibato um "grande estilo de vida". No entanto, em entrevista ao jornal "Tiroler Tageszeitung", ele questiona se o celibato deve ser sempre um pré-requisito para se tornar padre. Ele argumenta que abrir a Igreja a novas afiliações religiosas não é a solução para a escassez de sacerdotes: "Abandonar o celibato ou abordar a questão do papel da mulher não fará com que a Igreja se expanda e cresça novamente, inspirando as massas."

A reportagem é publicada por Katholisch.de, 08-04-2026.

Ele próprio vive em celibato há 40 anos e não considera a regra ultrapassada. O Arcebispo de Viena expressou sua irritação com a maneira como o pároco da Catedral de Viena, Toni Faber, lida com o celibato. Faber aparece regularmente em público com uma mulher que ele descreve como uma "muito boa amiga" e a escolheu uma "companheira constante". Grünwidl elogiou o compromisso pastoral de Faber. "No entanto, ele encontrou uma solução em relação ao celibato que considero difícil de aceitar. Estamos em negociações para encontrar uma solução", continuou o Arcebispo.

Argumentos a favor das reformas

Para Grünwidl, o celibato é uma questão teológica que precisa ser esclarecida. "Mesmo em nossa igreja, o celibato nem sempre foi obrigatório", enfatizou. "Eu ficaria mais satisfeito se essa questão fosse refletida e se dissesse que quem se sente chamado à vida celibatária deve vivê-la – mas que também existe a possibilidade de ser padre e ter família."

Grünwidl é arcebispo de Viena desde janeiro. Mesmo antes de sua consagração, ele já havia deixado claro que defendia mudanças na exigência do celibato, mas sempre desejava agir em unidade com a Igreja. No início do mês, ele pediu mudanças, particularmente em relação à "questão feminina": "Se levarmos a sério os resultados do recente Sínodo, então algumas disposições, tradições e até mesmo regulamentos do direito canônico devem mudar."

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