08 Abril 2026
Klara-Antonia Csiszar, teóloga pastoral de Linz, vê o processo sinodal como um passo decisivo para o papel da mulher na Igreja Católica. "Com o processo sinodal, estamos certamente a vivenciar um avanço", afirmou a especialista em sínodos numa entrevista ao jornal austríaco "Die Presse" no domingo. Acrescentou que é graças ao processo sinodal que a questão da mulher em todo o mundo "já não pode ser deixada de lado, aliás, as próprias mulheres já não podem ser deixadas de lado", e destacou o empenho demonstrado particularmente nos países de língua alemã.
A informação é publicada por Katholisch, 07-04-2026.
"Sem esse trabalho de base, perseverança, às vezes coragem, às vezes paciência, não estaríamos onde estamos hoje na Igreja global. Mas o que já é entediante para nós aqui no mundo de língua alemã e justificadamente provoca impaciência, às vezes ainda é demais em outras partes do mundo ou em outros contextos", destacou Csiszar.
Isso acontece, no entanto, "graças aos esforços de tantos que participam, apoiam, contribuem com suas ideias e não desistem apesar de todas as dificuldades e decepções. Essas pessoas são, por assim dizer, os instrumentos que levam da Páscoa diretamente às estruturas da Igreja."
"Isso vai demorar mais"
A teóloga, no entanto, não espera uma introdução rápida do diaconato feminino. Com relação à assembleia mundial da Igreja planejada para 2028 no Vaticano, ela considera improvável uma decisão nesse sentido. "Isso levará mais tempo. Mas acontecerá", disse Csiszar.
Ao mesmo tempo, Csiszar vê um potencial maior de progresso em outras questões de reforma. Ele acredita que flexibilizar o celibato obrigatório é "um pouco mais fácil do que ordenar mulheres". É concebível que Roma possa conceder às conferências episcopais mais liberdade de decisão – tanto em relação ao celibato quanto à possível ordenação de diaconisas.
A prioridade, disse ela, é que as mulheres estejam naturalmente envolvidas nos processos de tomada de decisão dentro da Igreja: "não apenas os homens decidindo sobre as mulheres na Igreja, mas também as mulheres participando ativamente". Caso isso aconteça, surge também a questão: "como será o trabalho das conferências episcopais no futuro – se apenas um pequeno grupo de bispos decidirá, ou se consultas com membros representativos do povo de Deus precederão uma decisão?", explicou a teóloga.
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