EUA alertam Diosdado Cabello de que ele pode sofrer o mesmo destino que Maduro

Foto: Wikimedia Commons

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07 Janeiro 2026

De acordo com a Reuters, a Casa Branca informou o número dois do chavismo que ele deve facilitar o governo de Delcy Rodríguez.

A reportagem é de Juan Diego Quesada, publicada por El País, 07-01-2026.

Os Estados Unidos alertaram Diosdado Cabello de que ele poderá sofrer o mesmo destino de Nicolás Maduro se não facilitar a governança de Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, informou a Reuters nesta terça-feira. A Casa Branca quer que um dos homens fortes do chavismo, que considera capaz de desestabilizar e criar caos durante este período de transição, ajude Rodríguez a manter a ordem.

Cabello, considerada a segunda em comando do regime durante o governo de Maduro, controla as forças de segurança e os grupos de motociclistas, tropas de choque civis que instilam medo na população. Ao contrário de outros funcionários do governo, mais discretos, Cabello apareceu em público poucas horas após a captura de Maduro, usando capacete e colete à prova de balas, e cercada por policiais e militares armados. Pouco antes, unidades das forças especiais americanas invadiram Caracas, levando Maduro, o presidente da época, e Cilia Flores, a primeira-dama.

Segundo uma fonte próxima ao governo americano, Cabello é uma das poucas pessoas leais a Maduro em quem Donald Trump confiou para manter a estabilidade como líderes interinos durante o período de transição. A reportagem também menciona Vladimir Padrino López, Ministro da Defesa e outra figura da ala mais radical do chavismo. Tanto Cabello quanto Padrino são acusados ​​de tráfico de drogas pelos Estados Unidos. Há uma recompensa de US$ 25 milhões pela captura da Ministra do Interior e de US$ 15 milhões pela do Ministro da Defesa.

Nesse contexto, os Estados Unidos forneceram essa informação a Cabello. Não se trata de ameaçar qualquer pessoa. O comandante Hugo Chávez o tinha em alta estima e, até o fim, enquanto agonizava com um câncer incurável em 2013, hesitou entre escolhê-lo ou Maduro. No fim, optou por Maduro, e especulou-se na época que a rivalidade entre os dois poderia comprometer o projeto revolucionário. Contudo, a convivência entre eles tem sido muito bem-sucedida, segundo pessoas familiarizadas com o funcionamento interno do governo, e ambos conseguiram cooperar para manter o poder durante esses anos difíceis, nos quais o chavismo enfrentou problemas de legitimidade, uma deriva autoritária e acusações de violações dos direitos humanos.

A aliança agora se desfez, e não foi Cabello quem sucedeu Maduro, apesar de ser o número dois, mas sim Delcy Rodríguez. Segundo a Reuters, o histórico de rivalidade entre ele e ela, bem como com seu irmão, Jorge — presidente da Assembleia Nacional — é longo. Dado o desfecho da crise e o início da era pós-Maduro, os Rodríguez prevaleceram sobre Cabello. A reação deles está causando preocupação em Washington.

Neste momento, é difícil saber que tipo de supervisão Trump imporá aos líderes venezuelanos. Por ora, o presidente dos EUA afirma que entregará entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo a preço de mercado e que esse dinheiro será administrado pelo próprio presidente "em benefício do povo da Venezuela e dos Estados Unidos".

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