Papa apela à reflexão sobre a fé nos contextos atuais para "combater o risco de um vazio cultural"

Foto: Vatican Media

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15 Novembro 2025

“Hoje precisamos urgentemente refletir sobre a para adaptá-la aos cenários e desafios culturais atuais, mas também para combater o risco de um vazio cultural cuja presença se torna cada vez mais onipresente em nosso tempo”, exortou Leão XIV na abertura do ano letivo de 2025-2026.

A reportagem é de José Lorenzo, publicada por Religión Digital, 14-11-2025.

"Hoje precisamos urgentemente refletir sobre a para adaptá-la aos cenários e desafios culturais atuais, mas também para combater o risco de um vazio cultural cuja presença se torna cada vez mais onipresente em nosso tempo", exortou Leão XIV esta manhã, ao inaugurar o ano letivo de 2025-2026 na Pontifícia Universidade Lateranense.

"Em particular, a Faculdade de Teologia é chamada a refletir sobre o depósito da fé e a destacar a sua beleza e credibilidade nos diversos contextos contemporâneos, para que se manifeste como uma proposta plenamente humana, capaz de transformar a vida dos indivíduos e da sociedade, de impulsionar mudanças proféticas diante das tragédias e da pobreza do nosso tempo e de encorajar a busca por Deus", acrescentou o Papa perante o Grão-Chanceler, Cardeal Baldassare Reina, e os 130 membros do corpo docente e representantes dos mil alunos daquela que é conhecida como a Universidade Papal.

"A formação de pessoas é o cerne da missão da Pontifícia Universidade Lateranense", enfatizou o Papa Prevost, mas indicou ainda que "gostaria também de imaginar, convosco, a Universidade Lateranense como um espaço que tem o olhar e o coração voltados para o futuro e que aborda os desafios contemporâneos a partir de certas perspectivas únicas", que ele dividiu em três coordenadas.

"A primeira é esta: a reciprocidade e a fraternidade devem estar no cerne da educação. Hoje, infelizmente, a palavra 'pessoa' é frequentemente usada como sinônimo de indivíduo, e o apelo ao individualismo como chave para uma vida bem-sucedida tem implicações preocupantes em todas as áreas: a autopromoção é enfatizada, a primazia do ego é incentivada e a cooperação é dificultada", enfatizou ele.

"A segunda dimensão que gostaria de destacar é a excelência científica, que deve ser promovida, defendida e desenvolvida", sublinhou, acrescentando que "o serviço acadêmico muitas vezes não recebe o devido reconhecimento, em parte devido a preconceitos profundamente enraizados que, infelizmente, também persistem na comunidade eclesial".

A este respeito, ele observou que "às vezes nos deparamos com a ideia de que a pesquisa e o estudo não servem aos propósitos da vida real, que o que importa na Igreja é a prática pastoral em vez da preparação teológica, bíblica ou jurídica".

Em resposta, ele afirmou que "a pesquisa científica e o esforço dedicado à pesquisa são necessários", expressando também um desejo: "Precisamos de leigos e sacerdotes capacitados e competentes. Portanto, peço que não baixem a guarda em assuntos científicos."

Em relação à terceira dimensão, o Papa lembrou que "é a do bem comum". "O objetivo do processo educativo e académico", continuou, "deve ser formar pessoas que, com espírito de generosidade e paixão pela verdade e pela justiça, possam construir um mundo novo, compassivo e fraterno. A Universidade pode e deve difundir esta cultura, tornando-se sinal e expressão deste novo mundo e da busca do bem comum."

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