“Toda a ação humana que prejudica o ambiente é pecado grave”, afirma o Patriarca de Constantinopla

Foto: OFM

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04 Junho 2025

“Toda ação humana que prejudica o meio ambiente deve ser considerada um pecado grave”, afirmou Bartolomeu I, Patriarca de Constantinopla, ao receber o prêmio Laudato si’ entregue pela Ordem dos Frades Menores (franciscanos) na Pontifícia Universidade Antonianum, em Roma, no dia 29 de maio. O prêmio foi também entregue ao teólogo Leonardo Boff, à Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM) e ao movimento Laudato si’.

A reportagem é publicada por 7Margens, 03-06-2025.

De acordo com a agência Vatican News de 2 de junho, o Patriarca lembrou que já na década de 1980 o cristianismo ortodoxo denunciava a crise climática e referiu a famosa encíclica do Patriarca Demétrio (em 1989), acrescentando: “Somos testemunhas da violação da natureza, abusada não para satisfazer as necessidades humanas fundamentais, mas para satisfazer os desejos cada vez maiores da humanidade, alimentados pela filosofia dominante da sociedade de consumo”. Bartolomeu I sublinhou ainda que “a Igreja primitiva compreendeu bem a importância da relação do homem com a criação, mas, ao longo da história, o homem – e, por vezes, também as Igrejas – ainda não compreendeu plenamente o vínculo intrínseco e permanente entre o Criador, a criação e as criaturas”.

Massimo Fusarelli, ministro geral da Ordem Franciscana, afirmou, ao entregar os prêmios, que “cada premiado representa uma dimensão única deste compromisso comum” que convida todos a “reconhecer a criação como um dom de Deus e louvá-la junto com todas as criaturas”.

Por sua vez, o teólogo Leonardo Boff sublinhou, ao receber o prêmio, que a grande tarefa é “passar de ‘patrões e proprietários’ que exploram a natureza até a exaustão, a ‘irmãos e irmãs’ que se tratam mutuamente como tal” e que “o cuidado é a carícia cristã para com todos os seres da natureza”.

Lorna Gold, diretora executiva do movimento Laudato si’, recebeu o prêmio em nome da organização e afirmou: “Estamos perante uma reviravolta ecológica que se transformou em uma crise generalizada de consciência. Por isso, como pessoas de fé, devemos unir-nos para transformar este momento sombrio em um kairós, um tempo favorável oferecido por Deus”.

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