Guia de grupo anglicano diz que a Bíblia aceita pessoas transgêneras

Bandeira trans | Foto: Chalffy/Canva Pro

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25 Fevereiro 2025

“Nem todo mundo na Bíblia é cisgênero (pessoas que se identificam com o gênero que lhes foi atribuído ao nascer). Nem todo mundo na Bíblia é biológica ou anatomicamente homem ou mulher”. Essa assertiva abre o guia elaborado por um grupo anglicano da Inglaterra e hospedado no site LGBT Faith UK, na série “The Bible Affirms”.

A reportagem é de Edelberto Behs, 24-02-2025.

A Bíblia, indica o guia, inclui “alguns personagens claramente queer” e destaca eunucos e mulheres que desempenharam papéis tradicionalmente masculinos como exemplos. É o caso da juíza e profetisa Débora (Juízes 4), que liderou os israelitas numa batalha contra Jabim, rei de Canaã, assumindo um papel masculino. Ou o eunuco etíope que lia as Escrituras sem entendê-las e foi batizado por Felipe (Atos dos Apóstolos 8, 26-40). Deus chamou o eunuco exatamente como ele era, assinala o guia.

A LGBT Faith UK está associada ao grupo de defesa Changing Attitude (Mudando Atitudes), que faz uma campanha pela “inclusão radical” na Igreja da Inglaterra, informa a repórter Katelyn Webb, do portal The Christian Post.

A Changing Attitude foi fundada pelo padre anglicano aposentado Colin Coward, organismo, como definiu, que quer transformar “a cultura patriarcal, heteronormativa, branca e ocidental privilegiada” da igreja numa cultura que “abrace incondicionalmente pessoas lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros, intersexuais e queer”.

A doutrina da Igreja da Inglaterra é clara a respeito da relação sexual, definida como “uma expressão de intimidade fiel”, que pertence ao casamento exclusivamente; e define o casamento como uma união vitalícia entre “um homem com uma mulher”. A orientação pastoral adotada em 2023 para as Orações de Amor e Fé reafirma que “é dentro do casamento que a intimidade sexual encontra o seu devido lugar”.

Mas ela permitiu, em 2018, no serviço de Afirmação do Batismo, que pessoas transidentificadas renovassem sua fé publicamente e passou a reconhecer, no ano seguinte, casamentos de transidenficados, desde que os cônjuges fossem de sexos opostos quando o casamento ocorrera.

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