O futuro cada vez mais incerto da IA. Artigo de Antonio Martins

Foto: Pexels

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

25 Setembro 2024

Investimentos disparam, mas os lucros são incertos – o que é mortal para as lógicas do capitalismo. Enquanto isso, os chineses avançam…

O artigo é de Antonio Martins, jornalista e editor de Outras Palavras, em artigo publicado por Outras Palavras, 24-09-2024.

Eis o artigo.

Como a Inteligência Artificial superará seus grandes desafios – entre os quais, a necessidade de chips cada vez mais poderosos e o consumo exorbitante de eletricidade? Presidido no Ocidente por lógicas capitalistas, o investimento no setor compensará? EUA ou China: quem liderará uma tecnologia que (para o bem ou o mal) pode ser decisiva para o futuro da humanidade?

A última edição da revista Economist traz um editorial e uma sequência de matérias sobre o tema. São orientadas pela crença no papel de liderança dos mercados – por isso, partem de um viés que pode ser enganador. Mas as informações que contêm valem a leitura. As questões centrais, segundo a revista: a) Embora gigantesco, o investimento na tecnologia seja gigantesco (US$ 95 bi, desde o início de 2023, e uma valorização em bolsas de US$ 2,5 trilhões, no mesmo período), os custos são enormes. Treinar um sistema como o ChatGPT custará, em breve, US$ 1 bi; e, na geração seguinte, US$ 10 bi; b) Num ambiente anárquico, com centenas ou milhares de empresas competindo entre si, os investidores sentem-se inseguros sobre em quem apostar.

O sentido das matérias é otimista. Economist acredita que a criatividade gerada por este caos encontrará as soluções. Mas não deixa de frisar: a China ameaça a liderança dos EUA; e certas medidas adotadas por Washington, como a tentativa de privar Pequim dos chips mais avançados, estão saindo pela culatra. É também graças a elas que os chineses estão desenvolvendo um esforço febril, e até agora bem-sucedido, de desenvolvimento tecnológico autônomo em IA.

Leia mais