Coronavírus: “Cerca de 30% dos fiéis não voltaram à igreja”, revela o reitor da catedral de Notre-Dame de Paris

Foto: Wikimedia Commons/Omar David Sandoval Sida

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19 Agosto 2020

Monsenhor Patrick Chauvet, arcipreste-reitor da catedral de Notre-Dame de Paris, foi o convidado do programa “8h30 franceinfo” da rádio Franceinfo, sexta-feira, 14 de agosto de 2020.

A reportagem é de Julien Langlet e Neila Latrous, publicada por Franceinfo – Radio France, 14-08-2020. A tradução é de André Langer.

Monsenhor Patrick Chauvet, arcipreste-reitor da catedral de Notre-Dame de Paris, foi o convidado da Franceinfo, sexta-feira, 14 de agosto de 2020. Devido à crise sanitária, as igrejas estão enfrentando uma queda em sua frequência e em suas receitas, o que impacta diretamente nas atividades caritativas, explica o sacerdote. “Cerca de 30% dos fiéis não voltaram à igreja” desde o fim do confinamento, revelou Patrick Chauvet. Existe, “sem dúvida, um medo da transmissão do vírus” entre os fiéis, explica. “Há pessoas idosas, e é verdade que precisa ter cuidado”, acrescenta.

“Recebi muitos testemunhos de pessoas dizendo que ‘é ótimo ter a missa em casa’, mas que é melhor poder voltar” à igreja, garante o arcipreste-reitor da catedral de Notre-Dame de Paris, e ter, segundo ele, “uma relação, eu ia dizer física, com o Senhor”.

“Atualmente, nas nossas igrejas, tem uma cadeira entre duas, máscara e gel”, descreve Patrick Chauvet antes de esperar que as cerimônias canceladas, casamentos ou comunhões, possam agora ser celebrados tendo em conta as medidas de proteção.

“Estamos diante de uma queda nas receitas, vivemos de ajudas”, preocupa-se mons. Patrick Chauvet. E essa queda nas receitas tem um impacto nas atividades caritativas da Igreja. “Há uma grande procura de pessoas com fome”, explica o arcipreste-reitor da catedral de Notre-Dame de Paris.

Para ele, será pior ainda no início do ano letivo: “Em setembro e outubro as pessoas vão ficar desempregadas porque boa parte dos bares e restaurantes vai fechar e temos que estar aí para ajudar e dar alimentação (...) A caridade funciona se houver recursos para poder ajudar. Se não houver mais recursos, não podemos ajudar”, conclui.

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