Rohingyas. Forte preocupação das Nações Unidas. Teme-se a limpeza étnica

Foto: Pierre Prakas/ European Commission/ Flickr

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06 Setembro 2017

Mais de 123.000 refugiados da etnia muçulmana rohingya estão fugindo da violência em Mianmar e estão se refugiando na vizinha Bangladesh: a constatação é da ACNUR, o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados, revendo para cima suas estimativas anteriores. Somente nessa segunda-feira, informa a ONU, foi registrado o maior número de refugiados que atravessaram a fronteira em um único dia, 37.000 pessoas. Os campos na fronteira entre os dois países asiáticos, criados na década de 1990, estão lotados e milhares são forçados a acampar onde e como podem no aguardo da travessia da fronteira.

A informação é publicada por L'Osservatore Romano, 06-09-2017. A tradução é de Luisa Rabolini.

A maioria dos rohingya em fuga é de mulheres, crianças e idosos, "Há muitas jovens que estão grávidas e recém-nascidos” destacou um porta-voz da ONU. Os Rohingyas são uma das minorias mais perseguidas no mundo, com milhares de pessoas que todos os anos abandonam suas casas em uma tentativa desesperada de chegar a Bangladesh e outros países vizinhos.

A última fuga em massa foi retomada após os confrontos sangrentos que aconteceram em 25 de agosto último, no estado de Rakhine, no noroeste de Mianmar, entre o exército e um movimento de insurreição em defesa dos Rohingyas. Confrontos que provocaram dezenas de vítimas entre os militares, aos quais o exército respondeu com uma ferocidade sem precedentes, atacando repetidamente os povoados dos rohingyas.

A ONU teme que a repressão militar em curso posse em breve se transformar em uma espécie de limpeza étnica, uma hipótese de que o governo de Mianmar nega firmemente.

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