Deus, urnas e extrema-direita. Religião e a disputa pelo sagrado na política brasileira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Um dos principais limites do Aceleracionismo, corrente teórica e filosófica que sugere a intensificação das lógicas capitalistas para que se acelere seu colapso e que tem entre seus principais nomes Mark Fischer e Nick Land, é seu caráter escatológico. A vertente é profícua em apontar e demonstrar os limites do capitalismo e a falta de imaginação política do presente, que parece sempre incapaz de pensar alternativas fora do sistema. Por outro lado, é precária em apontar alternativas compatíveis com os desafios contemporâneos. É aí que a dimensão amazônica entra no debate, mobilizando autores e pensamentos associados aos povos nativos do Brasil e do Sul global, que oferecem maneiras muito ricas de pensar o mundo para além do paradigma ocidental.

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Em 20 de setembro completam-se 191 anos do início da Guerra dos Farrapos, também conhecida por Revolução Farroupilha. O episódio que está na gênese do que se tornaria o imaginário hegemônico em torno do “gaúcho”, sobretudo associado a uma visão romântica construída pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho – MTG, mais ou menos um século depois do fim do conflito entre os dissidentes sulistas e as tropas imperiais. As contradições mais evidentes desta história são conhecidas, como, por exemplo, o Massacre dos Porongos. Mas há um outro Rio Grande do Sul, que é bastante mais diverso e rico, manifesto na produção literária gaúcha – ficcional, jornalística e documental – que traz novos contornos à história do Estado, o que inclui, por exemplo, um grupo abolicionista de meados do século XIX. A imagem monolítica do Rio Grande do Sul como um estado constituído por um simbolismo, via de regra, associado a valores da classe média branca, bélica e heteronormativa é apenas uma faceta de um estado radicalmente complexo. É nesse sentido que a vertigem do caleidoscópio parece ser mais fiel à realidade.

Raízes do Brasil

Edição: 205

Raízes do Brasil é debatida, nesta edição, pelo Prof. Dr. Edgar Salvadori de Decca, da Unicamp, Prof.ª Dr.ª Maria Odila Dias, ex-aluna de Sérgio Buarque de Holanda, professora na PUC-SP, Prof. Dr. Aleksandar Jovanovic, da USP, Prof.ª Dr.ª Maria José de Rezende, da UEL, Prof. Dr. Mauro José Gaglietti, da UPF, Prof.ª Dr.ª Eliane Fleck, da Unisinos, e Prof. Dr. Ronaldo Vainfas.