Na sede neofascista de Roma de CasaPound há eletricidade, mas não se paga: "Dívida de 330 mil euros"

Fachada da CasaPound | Foto: Wikimedia Commons

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15 Mai 2019

Para religar a luz em Spin Time, foi preciso a intervenção do esmoleiro do Papa, padre Konrad Krajewski.

 A reportagem é publicada por La Repubblica, 13-05-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.

Com um passado como eletricista, ele removeu os lacres dos medidores e religou a eletricidade para os 450 moradores da Via Santa Croce in Gerusalemme. A menos de um quilômetro de distância, está a CasaPound. Na sede dos fascistas do terceiro milênio, na via Napoleone III, as contas não são pagas. No entanto, os eletrodomésticos continuam a funcionar como se tudo estivesse bem: apesar de um ato de penhora assinado pelo tribunal civil, as “tartarugas” (símbolo do partido, NT) continuam ligadas à Acea. Um golpe de 330 mil euros para a companhia da capital, que no passado já tentou resolver a situação com um corte. Nada a fazer, porque o partido da ultradireita ainda continua lá.

Após 15 anos de ocupação, o espectro do despejo ainda está longe. O prédio no'Esquilino, de propriedade do Estado, no passado confiada ao Ministério da Educação, não é nem mesmo uma prioridade. Não está entre as 20 urgências, as 20 propriedades que a prefeitura quer evacuar o mais rápido possível. Assim, no prédio atrás da estação Termini, a vida continua a fluir tranquilamente, assim como a corrente elétrica. A única esperança para a Acea é entrar nos fluxos financeiros da CasaPound, para colocar as mãos nos créditos que a formação liderada por Gianluca Iannone já tem ou poderá ter em relação a outros entes públicos e empresas. Caso contrário, quem defende que o retorno do fascismo seja a única cura para os males do país, poderá continuar a fazê-lo sem pagar a conta.

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