Na sede neofascista de Roma de CasaPound há eletricidade, mas não se paga: "Dívida de 330 mil euros"

Fachada da CasaPound | Foto: Wikimedia Commons

Mais Lidos

  • Centenas de aeronaves americanas prontas para atacar. Forças russas e chinesas estão realizando exercícios com Teerã

    LER MAIS
  • Pesquisadora e autora do livro Capitalismo Gore, lançado recentemente no Brasil, analisa como a violência contra minorias políticas resulta de um embaralhamento entre patriarcado e lucratividade midiática que transforma líderes extremistas em chefes de estado

    O desafio de transcender o ódio, combustível da extrema-direita, para superar a teocracia midiática. Entrevista especial com Sayak Valencia

    LER MAIS
  • Jesuíta Reese sobre Trump: Um desastre para os Estados Unidos e para o mundo inteiro

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

15 Mai 2019

Para religar a luz em Spin Time, foi preciso a intervenção do esmoleiro do Papa, padre Konrad Krajewski.

 A reportagem é publicada por La Repubblica, 13-05-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.

Com um passado como eletricista, ele removeu os lacres dos medidores e religou a eletricidade para os 450 moradores da Via Santa Croce in Gerusalemme. A menos de um quilômetro de distância, está a CasaPound. Na sede dos fascistas do terceiro milênio, na via Napoleone III, as contas não são pagas. No entanto, os eletrodomésticos continuam a funcionar como se tudo estivesse bem: apesar de um ato de penhora assinado pelo tribunal civil, as “tartarugas” (símbolo do partido, NT) continuam ligadas à Acea. Um golpe de 330 mil euros para a companhia da capital, que no passado já tentou resolver a situação com um corte. Nada a fazer, porque o partido da ultradireita ainda continua lá.

Após 15 anos de ocupação, o espectro do despejo ainda está longe. O prédio no'Esquilino, de propriedade do Estado, no passado confiada ao Ministério da Educação, não é nem mesmo uma prioridade. Não está entre as 20 urgências, as 20 propriedades que a prefeitura quer evacuar o mais rápido possível. Assim, no prédio atrás da estação Termini, a vida continua a fluir tranquilamente, assim como a corrente elétrica. A única esperança para a Acea é entrar nos fluxos financeiros da CasaPound, para colocar as mãos nos créditos que a formação liderada por Gianluca Iannone já tem ou poderá ter em relação a outros entes públicos e empresas. Caso contrário, quem defende que o retorno do fascismo seja a única cura para os males do país, poderá continuar a fazê-lo sem pagar a conta.

Leia mais