16 Setembro 2026
Comentário sobre o livro recém-lançado organizado por Angelita Matos Souza, Leonardo Granato e Fabrício Gallo.
O artigo é de Sérgio Braga, publicado por A Terra é Redonda, 14-09-2026.
Sérgio Braga é professor titular do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Eis o comentário.
1
A conhecida advertência de Madeleine Albright em Fascism: a warning oferece um ponto de partida sugestivo para a leitura de Argentina sob o governo Milei: política, dependência e território, organizado por Angelita Matos Souza, Leonardo Granato e Fabrício Gallo.
Como se sabe, a ex-secretária de Estado estadunidense, em seu conhecido livro, não estava propriamente preocupada em estabelecer uma definição historiográfica rigorosa do conceito de fascismo, mas sim em identificar os mecanismos pelos quais democracias podem ser corroídas por dentro, a partir de mecanismos tais como a construção de uma divisão rígida entre “nós” e “eles”, a reivindicação de que determinado líder encarna a “comunidade verdadeira”, a negação dos direitos dos adversários e a disposição de utilizar meios excepcionais em nome de uma suposta salvação e reconstrução nacionais.
Também é conhecida a objeção de Richard Evans às teses de Madeleine Albright, segundo as quais se o fascismo passar a designar qualquer forma de autoritarismo, adesão incondicional a um líder carismático, mentira política ou hostilidade radical ao liberalismo e às instituições democráticas, o conceito arrisca perder seu poder discriminante, se prestando mais a narrativas políticas do que à análise política de fenômenos sócio-políticos precisos.
Argentina sob o governo Milei: política, dependência e território, livro de Angelita Matos Souza, Leonardo Granato e Fabrício Gallo (Lutas Anticapital, 2026).
É exatamente nessa tensão que a análise do caso Milei na Argentina e de governos de direita e extrema direita em outros países devem ser situados, para uma concepção mais abrangente de tais fenômenos.
Nesse contexto, o livro acima mencionado apresenta uma importante reflexão para o entendimento do fenômeno Javier Milei na Argentina e da morfologia da direita e da extrema-direita contemporâneas. Os organizadores partem da constatação de que Javier Milei não representa apenas mais uma alternância entre governos de esquerda e direita na política argentina, com mudanças políticas incrementais e limitadas, fenômeno comum nas democracias capitalistas avançadas (ditas “poliarquias”) a partir da década de 1990, e que alguns analistas tomaram como sintoma anterior de “consolidação das democracias” ou mesmo do “fim da história”.
2
No prefácio do livro, os organizadores apresentam a chegada de Javier Milei ao poder como expressão de uma extrema direita internacionalmente articulada e de uma experiência que radicaliza abertura econômica, desregulamentação, privatizações e redução das capacidades sociais do Estado. Ao mesmo tempo, caracterizam a Argentina como um laboratório de um “neoliberalismo autoritário”, expressão que evita reduzir o mileísmo a uma simples reedição do fascismo histórico.
O livro é composto por treze capítulos que abordam dimensões políticas, comunicacionais, econômicas, territoriais e internacionais do governo Milei, abrangendo desde a formação digital da nova extrema direita e a hipótese de fascistização até Big Techs, modelo econômico, dependência, órgãos de regulação estatal como a RIGI, Mercosul e relações com China e Estados Unidos. Sua principal virtude está justamente em permitir que Javier Milei seja observado não a partir de um único conceito ou abordagem, mas como ponto de condensação de tendências diversas dos dilemas enfrentados pelas sociedades contemporâneas, especialmente na América Latina.
Essa interpretação permite caracterizar Javier Milei como algo diferente tanto da direita tradicional argentina, quanto de uma ruptura sem antecedentes com fenômenos políticos anteriores. É precisamente essa combinação que torna inadequadas as classificações muito simples, seja a que o reduz a um liberal econômico excêntrico, seja a que imediatamente o converte numa reedição latino-americana de Benito Mussolini ou Adolf Hitler.
No plano ideológico, uma das contribuições mais importantes do livro é mostrar como o ultraliberalismo de Javier Milei se converte em discurso de massas. Sua filiação à Escola Austríaca e a Murray Rothbard, sua autodefinição como “anarcocapitalista” e sua defesa retórica inicial da extinção do Banco Central (medida não implementada até aqui), da dolarização (idem) e de uma redução extrema do Estado, são traduzidas numa narrativa moral que opõe os indivíduos produtivos, especialmente pequenos e médios empreendedores (ditos “leões”), à “casta”, categoria elástica que pode abranger políticos profissionais, sindicalistas, empresários associados ao Estado e formadores de opinião atuantes no sistema de mídia tradicional.
Nesse sentido, uma primeira chave de leitura do fenômeno Javier Milei é apreende-lo através da categoria “populismo neoliberal” de extrema-direita, ou ao menos como um desenvolvimento, institucionalização e aprofundamento deste. O neoliberalismo fornece o conteúdo econômico, enquanto o populismo oferece o princípio de mobilização, considerando o Estado não é como um organismo ineficiente, mas apropriado por uma elite parasitária que expropria aqueles que trabalham, produzem e empreendem.
Nesse sentido, a adesão ao líder carismático promete não apenas “refundar a República” moralizando o sistema político, mas também restringindo o poder de empresários “poderosos” e corruptores, tornando a economia mais eficiente e possibilitando ao Estado se concentrar na solução de problemas crônicos que afetam a maioria da coletividade, tais como a ausência de infraestrutura e a segurança pública, e não em atividades que sufocam a iniciativa privada e valores caros ao individualismo empreendedor.
3
Daí o caráter aparentemente paradoxal da criação de uma identidade comunitária baseada na lealdade a uma liderança carismática, assentada numa filosofia fortemente individualista. Ao mesmo tempo, o livro mostra que a rejeição do Estado mínimo não é completa sequer entre seus próprios eleitores. Grupos focais realizados em Buenos Aires indicaram que jovens mileístas preferiam um Estado “inteligente”, tecnológico e eficiente, capaz de assegurar serviços básicos, a um Estado simplesmente mínimo. Isso sugere que a hegemonia mileísta pode ser mais complexa e menos doutrinária que o “anarcocapitalismo” professado por seu líder, ao menos para inglês (ou seja, o velho imperialismo estadunidense e suas instituições de financiamento e rolagem da dívida) ver.
Nesse ponto que aparece uma das controvérsias mais estimulantes da obra, ou seja, a relação entre neoliberalismo e (neo) fascismo. O capítulo que mais diretamente sustenta a hipótese de fascistização rejeita a ideia de que o liberalismo econômico seria incompatível com o fascismo, lembrando que o primeiro governo Mussolini conheceu políticas de orientação liberal e argumentando que a forma de Estado não pode ser deduzida mecanicamente do grau de intervenção econômica.
Segundo os defensores desta perspectiva de análise, fascismo não é sinônimo de economia estatizada e neoliberalismo não constitui, por si só, garantia de liberalismo político. Mais importante ainda é a distinção que o próprio argumento estabelece entre fascismo como regime consolidado e fascistização como processo, desenvolvendo nesse sentido as indicações de Mdeleine Albright, dentre outros autores.
🔍 Adicione o Instituto Humanitas Unisinos – IHU às suas fontes favoritas do Google
O livro identifica uma crise prolongada da capacidade de direção do kirchnerismo (crise de hegemonia), o fracasso do governo Alberto Fernández de atender a demandas de grandes contingentes da população e do eleitorado argentinos, a radicalização de setores da direita macrista e esvaziamento do centro, uma ofensiva contra políticas redistributivas e direitos sociais, a deterioração de consensos construídos em torno dos direitos humanos e das ditas “minorias”, e uma crescente legitimação de linguagens políticas agressivas.
A isso se acrescenta a formação de uma base reacionária de massas, particularmente relevante nas camadas médias, na pequena burguesia e entre parcelas da juventude, além de uma crise ideológica mais ampla na qual antigas identidades e lealdades políticas perderam parte de sua capacidade de ordenar o conflito.
Nesse sentido, a análise das bases sociais do mileísmo é especialmente importante porque impede que Javier Milei seja compreendido apenas como produto de técnicas de comunicação, num fenômeno destituído de bases sociais orgânicas e militantes. Assim, o estudo das bases eleitorais sugere que as classes intermediárias constituem um núcleo particularmente orgânico de identificação e mobilização mileísta, embora sua votação tenha alcançado segmentos sociais mais amplos.
4
Outro desdobramento interessante do estilo de análise presente no livro, que integra fenômenos políticos, econômicos e sociais, é a demonstração da coexistência e do encontro, no discurso e na prática mileísta, de diferentes formas de anti-igualitarismo. Uma é econômica e tecnocrática, combinando austeridade, disciplina fiscal, culto exacerbado à “meritocracia”, redução de políticas redistributivas e naturalização das desigualdades produzidas pelo mercado, sem mecanismos compensatórios para corrigi-las ou minorá-las.
A outra é diretamente político-cultural, com a reação contra feminismo, políticas de reconhecimento, direitos sexuais e reprodutivos, organizações sociais e grupos associados ao progressismo, ou a chamada “ideologia woke” para usar a expressão de seus adeptos.
O livro argumenta que essas duas dimensões podem reforçar-se reciprocamente, produzindo uma mobilização na qual desigualdades materiais são justificadas pela lógica da competição enquanto reivindicações de direitos sociais são apresentadas como privilégios concedidos a grupos organizados. Essa combinação permite compreender a eficácia persuasiva desse novo ideário junto a determinados grupos específicos, e porque as novas direitas se afastam tanto do conservadorismo tradicional quanto do fascismo clássico.
Não se trata primordialmente de reconstruir uma “comunidade nacional corporativa” sob um “Estado total de todo o povo”, mas de radicalizar hierarquias de mercado e, simultaneamente, deslegitimar atores coletivos capazes de limitar e contestar essa transformação.
Outra contribuição importante da obra é compreender como uma política de massas pode ser produzida hoje sem reproduzir a organização dos fascismos do século XX, mas como um conjunto que articula infraestrutura digital, algoritmos e regimes privados de governança, capazes de reorganizar a circulação de informações e a formação de subjetividades na esfera pública, pelo lado da demanda.
Pelo lado da oferta, temos forças políticas tradicionais, presas aos ritos burocráticos das antigas formas de fazer política, ainda pouco afeitas a lidar com o estilo direto e imediatamente responsivo possibilitado pelas novas mídias digitais, forças essas contestadas quotidianamente pelas estratégias discursivas mileístas.
5
A tese predominante nos textos não é que as plataformas causem mecanicamente a extrema-direita, mas que criam condições favoráveis à sua aceleração, transnacionalização e normalização, especialmente pela substituição da lógica deliberativa pela disputa por atenção e engajamento, agora impulsionados pelas Big Techs e suas ferramentas de Inteligência artificial.
No caso de Javier Milei especificamente, sua trajetória mostra uma estratégia deliberada de passagem da audiência digital para a organização eleitoral e, posteriormente, para formas mais estáveis de institucionalização, nas quais a centralidade carismática do líder começa a ser acompanhada por reforço da identidade partidária e mecanismos de organização político-institucional.
Esse aspecto permite atualizar uma problemática clássica da política de massas nas sociedades capitalistas. Como demonstram Palmiro Togliati e outros autores em suas análises clássicas do fenômeno fascista, os fascismos originários de Mussolini e Hitler dispunham de partidos, sindicatos próprios, organizações juvenis, associações profissionais e, em certos casos, milícias. As novas direitas podem alcançar graus expressivos de mobilização e identificação sem reproduzir essas estruturas, apoiando-se numa combinação de liderança pessoal, circulação algorítmica, influenciadores, comunidades digitais e eventos eleitorais.
O livro também oferece elementos para corrigir a imagem simplista de Javier Milei como mero destruidor do Estado. O que aparece empiricamente ao longo dos textos é menos uma retirada uniforme do poder público do que uma transformação de sua seletividade. No campo digital, mudanças regulatórias e institucionais diminuem determinados mecanismos de controle enquanto produzem condições mais favoráveis à expansão das grandes empresas tecnológicas.
O Estado não desaparece, mas reorganiza suas prioridades e redistribui capacidades e oportunidades entre atores econômicos. Algo semelhante ocorre com o Régimen de Incentivo para Grandes Inversiones (Rigi). O Rigi mobiliza instrumentos estatais, garantias jurídicas e regimes especiais precisamente para proteger grandes investimentos e favorecer atividades primário-exportadoras.
Os artigos dedicados à questão territorial e espacial, mostram o paradoxo de uma política que promete libertar a sociedade do Estado, mas depende intensamente dele para criar espaços especialmente protegidos para o capital, favorecendo subgrupos ou frações destes, e não somente o conjunto da classe dominante. O Estado social e planejador pode retrair-se ao mesmo tempo em que se fortalece um Estado voltado à garantia de determinadas formas de acumulação privada.
Segundo essa grade de leitura, o autoritarismo potencial de Javier Milei decorreria menos de um projeto explícito de Estado total nos moldes fascistas, mas da possibilidade de concentrar poder político suficiente para destruir instituições, direitos e mecanismos de mediação considerados obstáculos à transformação pró-mercado. A motosserra, expressaria menos uma metáfora de diminuição quantitativa do Estado, do que a tentativa de alterar qualitativamente suas funções.
6
O livro mostra que o Régimen de Incentivo para Grandes Inversiones (Rigi) tende a ampliar especialização primário-exportadora, dependência externa e formação de enclaves econômicos, ao passo que a retração do planejamento público reduz capacidades de integração territorial e (re)industrialização da economia, enquanto que investimentos maciços em segurança pública e sistemas de vigilância permitem “criminalizar a questão social”, tornando objeto de punição individual suas manifestações quotidianas mais visíveis.
A inserção internacional completa o quadro traçado no livro. Assim, o mileísmo combina um discurso político fortemente alinhado às novas direitas globais com uma orientação econômica aberta e cosmopolita para o capital. No Mercosul, ao contrário do trumpismo que lhe serve de inspiração, o governo argentino procura reduzir a função protetiva da Tarifa Externa Comum, ampliar a liberdade para negociações bilaterais e aproximar o país de acordos Norte-Sul.
Os autores do livro interpretam essa política como componente da hegemonia de um modelo extrativista, financeiro e exportador, e não como simples medida técnica destinada a promover a integração regional.
Ao mesmo tempo, a aproximação ideológica com os Estados Unidos encontra limites materiais na importância crescente da China como parceiro comercial e financeiro. O livro destaca justamente a contradição entre alinhamento político automático com o governo de Donald Trump e a complementaridade econômica com Pequim, situando a Argentina numa posição particularmente vulnerável em um sistema internacional cada vez mais instável e competitivo.
Javier Milei aparece, assim, como nacionalista na guerra cultural, mas profundamente internacionalista e subalterno na organização econômica, combinação que o distancia outra vez do nacionalismo econômico dos fascismos clássicos.
Essa reflexão adquire especial atualidade com a recente iniciativa de Javier Milei de reagir a seu desgaste e queda de popularidade, retomando a retórica militarista e belicosa, ao reativar a ameaça de conquista das Ilhas Malvinas, agora com apoio e sob as bênçãos do imperialismo norte-americano, no contexto de crescente militarização do continente com construção de novas bases militares e de vigilância pelo chamado deep state norte-americano nessa região do globo.
7
Ao final da leitura, a advertência de Madeleine Albright em seu conhecido best seller ganha um sentido mais atual. A contribuição de Fascism: a warning está em recordar que regimes pluralistas podem ser corroídos gradualmente por forças que ascendem eleitoralmente e utilizam a legitimidade democrática para diminuir as condições de reprodução da própria democracia. Albright descreve justamente líderes que transformam frustrações sociais em antagonismos absolutos, apresentam-se como salvadores e reconstrutores da pátria, e procuram descreditar instituições capazes de limitá-los.
É isso que esse volume acrescenta ao debate. Seu objeto não é apenas um governante extravagante, mas uma experiência política na qual neoliberalismo radical, reação cultural (cultural backlash), política plebiscitária, capitalismo digital, implementação de um estado de vigilância, e erosão de mediações institucionais se combinam de maneira a obter adesão de amplos segmentos do eleitorado, constituindo maiorias sociais suficientes para elegerem lideranças majoritárias fortes com bancadas numerosas no parlamento.
A questão decisiva, portanto, talvez não seja perguntar se Javier Milei já pode ser colocado sem reservas na mesma categoria de Mussolini ou Hitler, ou como uma reedição destes em um novo patamar, mas sim em identificar quais formas da cultura política de direita contemporâneas estão sendo integradas pelo mileísmo.
Nesse sentido, Argentina sob o governo Milei é um livro importante precisamente porque trata o mileísmo como um fenômeno de natureza complexa, evitando ridicularizar ou subestimar a figura de seu principal protagonista, mostrando que o neoliberalismo econômico não é necessariamente uma barreira ao autoritarismo, e que uma ideologia fundada na exaltação da liberdade individual pode conviver com mecanismos políticos profundamente anti-igualitários.
Mostra também que o problema contemporâneo não consiste simplesmente no retorno do fascismo histórico, mas na possibilidade de que novas formas de mobilização reacionária construam equivalentes funcionais de algumas de suas dinâmicas sob condições econômicas, tecnológicas e institucionais inteiramente diferentes. Essa é, talvez, a lição mais relevante que a experiência argentina e de outros países coloca atualmente para a análise comparada das direitas, bem como sobre as formas de lidar com o fenômeno.
Por fim, longe de implicar o “fim da política”, como querem alguns, essas tendências autoritárias e mesmo distópicas (para alguns) ocorridas no capitalismo recente, central e periférico, exigem, ao contrário, o aprofundamento da análise política com técnicas cada vez mais sofisticadas de estudo de várias dimensões de tais processos. Complementarmente, exige a criação de novas formas de ação política para lidar com o fenômeno, bem como com os desafios de construir maiorias sociais alternativas para redemocratizar a democracia para que, no futuro, seja possível talvez coloca-la em novos patamares.
Bibliografia
Albright, M. (2018). Fascismo: um alerta. São Paulo: Planeta.
Evans, R. J. (2018, 19 de julho). Fascism and The Road to Unfreedom review: The warning from the 1930s. The Guardian. Londres: Guardian News & Media.
Oliveira, F. de. (1999). A privatização do público, destituição da fala e anulação da política: O totalitarismo neoliberal. In F. de Oliveira & M. C. Paoli (Org.). Os sentidos da democracia: políticas do dissenso e hegemonia global (p. 55-81). Petrópolis: Vozes; Brasília, DF: NEDIC.
Togliatti, P. (1978). Lições sobre o fascismo. São Paulo: Livraria Editora de Ciências Humanas.
Leia mais
- Onde está a resistência ao governo de Javier Milei? Artigo de Jorge Ezequiel Rodríguez
- Milei ruge na Argentina contra tudo e com o Congresso a seus pés
- Milei, a reforma trabalhista e o “ponto culminante”. Artigo de Fernando Rosso
- Argentina. Milei assinou um decreto para eliminar milhares de direitos
- Argentina. 72% dos trabalhadores ganham abaixo da linha da pobreza
- O movimento trabalhista retoma a iniciativa na Argentina
- O triunfo de Javier Milei ou o fim da “anomalia” argentina. Artigo de Juan Manuel Abal Medina
- Argentina. O sentido da honra. Artigo de Jorge Alemán
- Argentina. “O que vimos foi uma eleição trágica e suicida”. Entrevista com Jorge Alemán
- Argentina, país em estado de “falência crônica”. Artigo de José Luís Fiori
- A indústria argentina está em colapso: 28 empresas fecham as portas todos os dias
- Argentina. Aposta na vassalagem. Artigo de Thomas Palley
- Argentina: A motosserra quebrou. Artigo de Michael Roberts
- Argentina. O mercado não garante o desenvolvimento e a inclusão, constata a Pastoral Social
- Argentina, um ano e meio depois de Milei. Artigo de Luismi Uharte