CMI aplaude a encíclica Magnifica Humanitas

Foto: Vatican Media

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29 Mai 2026

O Conselho Mundial de Igrejas (CMI) aplaude e recomenda a encíclica Magnifica Humanitas, do Papa Leão XIV, “a todas as pessoas, não apenas às pessoas de fé, para estudo, reflexão e ação, enquanto buscamos construir um mundo melhor para todas as pessoas e para toda a criação”, manifestou-se o secretário geral do organismo ecumênico internacional, pastor Dr. Jerry Pillay. Ele lembrou que se deve ter sempre em mente “que tipo de mundo estamos tentando construir?”

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista.

Também o presidente do CMI, bispo luterano Dr. Heinrich Bedford-Strohm, disse que é grato ao Papa Leão XIV por dar “um forte impulso a essa discussão (sobre a Inteligência Artificial) com sua nova encíclica, que, espero, tenha um impacto tão grande quanto a encíclica Laudato Si, do Papa Francisco teve na questão da ecologia”. O desenvolvimento tecnológico, analisou, “ganhou tanto impulso que as regras que garantem o seu uso responsável não acompanharam o ritmo”. Tais regras são muito necessárias, para que se estabeleçam mecanismos capazes de proteger a liberdade e a dignidade humana contra corporações de dados cujo poder de monopólio é agora praticamente incontrolável, frisou.

O CMI, anotou Pillay, reconhece há muito tempo o avanço e os benefícios da tecnologia e da IA em muitas áreas da vida, “mas também alertou para os desafios que elas trazem aos valores espirituais, morais e éticos, caso não sejam cuidadosamente controladas e monitoradas”. A tecnologia, refletiu, deve ser usada para aprimorar e desenvolver a vida humana e não para substituir o trabalho, o valor e a dignidade. Ele observou que a abordagem teológica da encíclica fornece uma posição firme, estabelecida sobre o porquê as igrejas precisam levantar suas vozes de discernimento.

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