A recusa do silêncio como sinal de paz. Artigo de Tonio Dell'Olio

Foto: UNICEF

Mais Lidos

  • Política das imagens, ecologia do olhar e memória ativa são contrapontos aos regimes de anestesia que banalizam o horror, o esquecimento acelerado e a saturação, convertendo tudo em “circulação descartável”

    A cultura como campo de insurgências e resistências ao capitalismo mafioso. Entrevista especial com Ivana Bentes

    LER MAIS
  • Mulher é assassinada a facadas em Esteio; RS chega a 23 casos de feminicídio em 2026

    LER MAIS
  • Após embates com o agronegócio, governo lança oficialmente o Plano Clima

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

29 Setembro 2025

"Há um mundo que rejeita o silêncio por considerá-lo um sinal de cumplicidade e conivência, e que não se resigna à inevitabilidade da guerra", escreve Tonio Dell'Olio, padre italiano, jornalista e presidente da associação Pro Civitate Christiana, em artigo publicado por Mosaico di Pace, 26-09-2025. A tradução é de Luisa Rabolini.

Eis o artigo.

O dia 22 de setembro, um dia de protestos e manifestações contra a guerra, ou seja, pela paz, foi um dia histórico na vida da Itália. Foi um surto de civilização, um despertar das consciências, um sobressalto de dignidade. A presença de tantos jovens que não o usaram como desculpa para faltar às aulas, mas concretamente saíram às ruas para garantir presença e convicção, é um dos mais belos sinais de esperança que se poderia esperar! E nestes últimos dias a onda de indignação continua — e como continua! — com dezenas e dezenas de iniciativas que rompem o muro do silêncio e estão obrigando o governo a mudar um pouco sua posição. Identificar essa participação com as desordens ocorridas, com os danos causados por poucos infiltrados ou exaltados que nada tinham a ver, é um erro de má-fé que cega, ou pelo menos, desvia.

Há um mundo que rejeita o silêncio por considerá-lo um sinal de cumplicidade e conivência, e que não se resigna à inevitabilidade da guerra. Há um mundo inteiro que se rebela contra o assassinato/suicídio coletivo planejado e executado na única forma hipocritamente permitida, que é a guerra. Isso não me parece uma questão menor! E é essa paz que brota da terra como um tênue e suave sinal do futuro que nos mantém à tona.

Leia mais