Pedro Salinas: “O Papa disse-nos: ‘Continuo a apoiar a missão Scicluna-Bertomeu’”

Jordi Bertomeu e Charles Scicluna | Foto: Comunicaciones Misión Pastoral de Osorno

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10 Dezembro 2024

  • O Papa foi empático e claro ao enfatizar que as coisas iriam acabar. Eu perguntei: "Quando, porque já faz muito tempo?"

  • Ele disse que iria acabar bem e eu insisti novamente: "Sim, mas quando?"

  • Foi então que o Papa disse que falaria com a pessoa correspondente para ver este assunto.

A reportagem é de Pedro Salinas, publicada por Religión Digital, 09-12-2024

Esta manhã de 9 de dezembro é um dia histórico na história do caso Sodalício. A jornalista Elise Anne Allen, do Crux, eu, Pedro Salinas, e Paola Ugaz, coautora comigo de Half Monks Half Soldiers, fomos recebidos pelo Papa em audiência, às 9 da manhã, na sua biblioteca.

Queríamos explicar a situação, o estado do caso Sodalício e a reação das vítimas e sobreviventes da última visita de duas pessoas, ligadas àquela organização com fachada católica, e que suscitou muito desespero, muito frustração, muita desesperança, muita perplexidade.

Neste encontro, o Papa foi muito empático e muito claro ao sublinhar que as coisas iam acabar. Eu perguntei: "Quando, porque já faz muito tempo?" Ele me disse que iria acabar bem e eu insisti novamente: "Sim, mas quando?" E foi então que o Papa disse que falaria com a pessoa correspondente para ver este assunto, e que diríamos publicamente “que eles estiveram comigo. Que continuo a apoiar a missão Scicluna-Bertomeu".

Este foi, em poucas palavras, um primeiro resumo de como foi este encontro com três dos jornalistas que receberam disparos de granadas de pessoas ligadas ao Sodalício. Em particular, Paola Ugaz e eu, que há sete anos enfrentamos uma caçada plena, na esfera midiática e judicial, para tentar nos silenciar e tentar virar a página em breve.

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