02 Dezembro 2024
Religiosos precisam ser mais ouvidos, defendeu líder luterana.
A informação é de Edelberto Behs, jornalista.
“Se a ONU e outras organizações multilaterais globais querem causar impacto, acredito que os atores religiosos precisam ser mais envolvidos”, defendeu a secretária geral da Federação Luterana Mundial (FLM), pastora Dra. Anne Burghardt, no 10º Fórum Global da Aliança de Civilizações, reunido em Cascais, Portugal, dias 25 a 27 de novembro.
Ela lastimou que as comunidades religiosas e os líderes religiosos receberam atenção limitada no Pacto para o Futuro. Em uma era de crescentes tensões globais, as comunidades religiosas têm a responsabilidade de transformar o medo em esperança, frisou.
Painel no Fórum reuniu líderes religiosos, diplomatas e defensores dos direitos humanos, que trataram de estratégias concretas para combater o aumento do antissemitismo, do ódio antimuçulmano e da intolerância cristã. “Unidos na Paz: Restaurando a Confiança, Remodelando o Futuro”, foi o tema do Fórum.
“Polarização e desinformação estão entre os desafios e riscos globais mais urgentes de nosso tempo”, disse Burghardt. Ela enfatizou, segundo nota do serviço de imprensa da FLM, a necessidade urgente de entender e abordar suas causas e raízes.
Também destacou como certos movimentos políticos usaram o medo para criar divisão, “medo de perder poder, medo de identidade, medo do ritmo de mudança no mundo”.
A Primeira Carta de João, lembrou, aponta que o amor perfeito lança fora o medo. “Mas, infelizmente, também funciona ao contrário, o medo lança fora o amor”. Líderes religiosos são chamados a “defender nossa humanidade compartilhada e respeitar a dignidade dos outros”.
Destacou, ainda, a importância das comunidades religiosas fazerem autocrítica e assumirem a responsabilidade por aqueles em suas fileiras que usam texto sagrado para dividir e excluir.
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