#a boa vida. Artigo de Gianfranco Ravasi

Foto: Fuu J | Unsplash

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15 Novembro 2023

"Se queres uma vida boa, não deves preocupar-te com o passado, não deves permitir que os pequenos problemas te perturbem, deves sempre aproveitar o presente, acima de tudo não deves odiar ninguém e deixar o futuro para Deus", escreve o cardeal italiano Gianfranco Ravasi, ex-prefeito do Pontifício Conselho para a Cultura, em artigo publicado por Il Sole 24 Ore, 05-11-2023. A tradução é de Luisa Rabolini.

Eis o artigo.

Se queres uma vida boa, não deves preocupar-te com o passado, não deves permitir que os pequenos problemas te perturbem, deves sempre aproveitar o presente, acima de tudo não deves odiar ninguém e deixar o futuro para Deus.

Acredito que poucos leram o estranho romance de Goethe, todo incrustado de contos, cujo título é Os anos de peregrinação de Wilhelm Meister, conclusão de outro romance, Os anos de aprendizagem de Wilhelm Meister. De uma minha leitura recente, recortei esse aviso que Meister, figura patriarcal, dirige ao filho Félix, depois de ambos terem chegado a um instituto de título emblemático “Província Pedagógica”, inspirado no método educativo do suíço Johann H. Pestalozzi, herdeiro da lição de Rousseau. A exortação é regida pela tripla marcação do tempo – passado-presente-futuro – e está orientada para a construção de “uma boa vida”, não tanto esteticamente, mas sim eticamente.

Viver bem a sequência temporal permite justamente uma existência serena e autêntica. Em primeiro lugar, deve-se superar a nostalgia do passado que torna a pessoa inerte, debruçada apenas sobre um mundo já desbotado e extinto. Em vez disso, é necessário concentrar-se no presente, dentro do qual deve ser apagado aquele veneno que é o ódio. Se se espalha, as horas e os dias são vividos em tensão e amargura, com fel no coração e tempestade na mente. É claro que não faltam os espinhos de provações, os aborrecimentos, as incomodações, até mesmo os pequenos aborrecimentos. Mas, a esse ponto, é preciso se projetar para frente e deixar espaço para a confiança e a esperança que, para o crente, como dizia Jesus, vê em ação “o vosso Pai celeste que sabe bem o que necessitais” (Mateus 6,32).

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