Converter-se à sinodalidade. Desafio para clérigos e leigos

(Foto: Andrew Seaman | Unsplash)

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10 Mai 2023

Em Loppiano a conferência dos bispos e boas práticas de partilha. As palestras de Grech, Repole, Castellucci e Zani. O convite para dar mais espaço aos jovens.

A reportagem é de Antonio Degl'Innocenti, publicada por Avvenire, 09-05-2023. A tradução é de Luisa Rabolini.

É importante “olhar para a Igreja primitiva delineada nos Atos, uma Igreja sinodal onde tudo era partilhado, sob a guia dos apóstolos”. O convite partiu do cardeal Mario Grech, secretário-geral do Sínodo dos Bispos, em sua apresentação na conferência “Bispos para um caminho sinodal. Experiências e boas práticas” realizada recentemente em Loppiano, a cidadela do Movimento dos Focolares a trinta quilômetros de Florença, na diocese de Fiesole. Um encontro promovido pelo "Centro Evangelii Gaudium" do Instituto Universitário Sophia. Também esteve presente o Cardeal Gualtiero Bassetti, ex-presidente da CEI.

O protagonista desse processo sinodal, destacou Grech "é o Espírito Santo, que não é uma prerrogativa de alguns, nem mesmo apenas dos bispos, mas de todos nós batizados. Embora o ministério do bispo seja essencial para o bom andamento de uma Igreja sinodal, é igualmente verdade que somos chamados a realizar uma conversão, que não toque tanto a natureza quanto o exercício do ministério episcopal. É importante se inspirar numa liderança compartilhada, que leva a uma obediência mais dialogada".

Uma reflexão que abriu um diálogo cheio de argumentos e onde os bispos, cerca de 17 de toda a Itália, identificaram alguns problemas e criticidades: desde o maior envolvimento dos jovens até à necessidade de encontrar uma linguagem compreensível; do desenvolvimento e das temáticas do próximo Sínodo de outubro até à importância de uma abordagem pastoral, à missão que não é "fazer sermões", mas antes de tudo dar "testemunho".

A contribuição da teologia para a sinodalidade foi discutida na intervenção de dom Roberto Repole, arcebispo de Turim e bispo de Susa. A sinodalidade, segundo explicou, "certamente não é uma invenção da Igreja de nosso tempo. Ela caracteriza a vida eclesial, como sua dimensão constitutiva. Cabe à reflexão teológica recordar o fundamento, a fim de evitar que a sinodalidade seja reduzida a uma mera dimensão sociológica e organizacional. Para isso, a teologia é chamada a oferecer sua contribuição crítica para destacar quanto da cultura contemporânea constitui um estímulo para redescobrir a sinodalidade na Igreja, quanto pode comprometer seu valor evangélico e quais aspectos, no contexto atual eclesial, pedem para ser especificados".

O caminho sinodal na Itália foi o tema da palestra de dom Erio Castellucci, vice-presidente da Conferência Episcopal Italiana - CEI para o norte da Itália e diretor das dioceses de Modena-Nonantola e Carpi. “No final do primeiro ano, foi delineado o nosso sonho de Igreja. No segundo ano tentamos torná-lo concreto. Haverá a Assembleia, onde faremos um levantamento das obras em andamento e tentaremos fazer uma leitura prática para alcançar aquela Igreja sonhada”.

Quatro os temas a aprofundar: “Necessidade de formação, com a iniciação cristã a ser profundamente repensada. A corresponsabilidade, que tem dificuldade para encontrar sua própria modalidade operacional. A revisão de algumas estruturas, que pesam na gestão e no orçamento de uma comunidade cristã. A presença na sociedade solicitada à Igreja na Itália, dada a crise do associacionismo”.

Dom Vincenzo Zani, arquivista e bibliotecário da Santa Igreja Romana, falou da relação entre "Pacto Global pela Educação" e Sínodo, narrando a experiência de um "caminhar juntos" que "envolveu responsáveis do judaísmo e do islamismo, depois de outras religiões, até o convite dirigido aos Grandes da terra para subscrever um pacto educacional global”.

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