Papa Francisco sobre chechenos e buriates

Foto: João Miguel Rodrigues / unsplash

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16 Dezembro 2022

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia recebeu um pedido de desculpas do Vaticano pelas palavras do Papa sobre Buriates e Chechenos. O Vaticano enviou uma nota à Rússia por meio de canais diplomáticos pedindo desculpas pelas declarações do Papa sobre chechenos e buriates, disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova, durante um briefing.

A reportagem é publicada por Ria Novosti, 15-12-2022. A tradução é de Luisa Rabolini.

No final de novembro, o pontífice, em entrevista à revista America, publicada pelos Jesuítas, afirmou que durante a operação especial na Ucrânia, soldados que cresceram fora da tradição russa teriam mostrado maior crueldade. Como exemplo, citou chechenos e buriates.

“Por via diplomática, foi recebida uma nota do Vaticano, que contém uma declaração oficial do secretário de Estado da Santa Sé, Pietro Parolin, em relação à citada declaração do pontífice. A carta diz o seguinte: A Secretaria de Estado do Vaticano pede desculpas ao lado russo. A Santa Sé trata com profundo respeito todos os povos da Rússia, sua dignidade, fé e cultura, assim como aquelas de outros países e povos do mundo”, disse o cardeal.

Segundo a porta-voz, a capacidade de admitir os próprios erros é cada vez menos comum na moderna comunicação internacional. Ao mesmo tempo, essa situação mostrou que o Vaticano não apenas convida ao diálogo, mas também sabe como conduzi-lo, "tal abordagem inspira sincero respeito”.

“Consideramos o incidente resolvido e não vemos a hora de continuar uma interação construtiva com o Vaticano”, resumiu Maria Zakharova.

A declaração do Papa provocou uma onda de críticas na Rússia. O chefe do Sangha tradicional budista da Rússia, o XXIV Pandito Khambo Lama Damba Ayusheev definiu como descortês as palavras do pontífice sobre a crueldade dos buriates. Por sua vez, o chefe da Buriácia Alexei Tsydenov observou que uma declaração desse tipo parecia no mínimo estranha. Ressaltou que as repúblicas militares cumprem com honra o seu dever, procurando proteger a população civil, bem como tratar com humanidade os prisioneiros de guerra.

Também o chefe da Chechênia, Ramzan Kadyrov, comentou o incidente, dizendo que o Papa deveria se envergonhar por não saber como os muçulmanos tratam o inimigo.

Desde 24 de fevereiro, uma operação militar especial está em andamento na Ucrânia. O presidente Vladimir Putin definiu que o objetivo final é libertar o Donbass e criar condições que garantam a segurança da Rússia.

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