O sunita Grande Imã de al-Azhar Ahmad al-Tayyeb visitará o Iraque e talvez na cidade de Najaf se encontrará com o Grande Aiatolá xiita Ali al-Sistani. Virada histórica entre as duas maiores famílias do Islã? O gesto de Francisco

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21 Setembro 2021

 

Em 10 de maio, em um post, "Il Sismografo" propôs algumas considerações importantes sobre as possíveis consequências do encontro entre o Papa Francisco e Ali al-Sistani (6 de março de 2021 - Najaf). “Depois da reaproximação gradual, reservada e delicada entre o Iraque e a Arábia Saudita e depois do histórico encontro em Najaf entre o Papa Francisco e Ali al-Sistani, novas viradas se prospectam no mundo islâmico, particularmente no delicado campo das relações bilaterais - sunitas e xiitas - praticamente inexistentes há séculos. Jawad Al-Khoei, secretário-geral do "Instituto Al-Khoei", neto do Grande Aiatolá Abu Al-Qasim Al-Khoei (1899 - 1992), desde 1970 autoridade suprema dos muçulmanos xiitas no mundo após a morte de seu antecessor Muhsin al-Hakim, há poucos dias antecipou publicamente que está sendo preparado um encontro entre Ali al-Sistani e al-Tayyeb".

A reportagem é publicada por Il Sismografo, 20-09-2021. A tradução é de Luisa Rabolini.

Hoje, mais de um ano após as antecipações de Jawad Al-Khoei no Iraque, a imprensa, líderes religiosos e líderes políticos confirmam que no próximo mês de novembro visitará o país o Grande Imã de al-Azhar, o sunita Ahmad al -Tayyeb. Além de Bagdá, ele visitará Najaf, Mosul e Erbil (Curdistão). O líder religioso egípcio declarou a um jornal iraquiano que "o Iraque é um país caro ao meu coração e desejo visitá-lo e encontrar seu povo. Existem muitos pontos em comum entre o Iraque e o Egito; dois polos importantes do mundo islâmico".

 

 

Segundo fontes próximas ao governo iraquiano, “o programa da visita do Sheik de Al-Azhar ao Iraque será intenso e incluirá uma série de numerosos e importantes encontros. Estamos confiantes de que a visita será um sucesso, como quando o Papa Francisco nos visitou, presença que restaurou a autoconfiança ao Iraque. Após a visita do Papa, delegações árabes, regionais e internacionais continuaram a visitar o Iraque, que em poucos meses hospedou duas importantes cúpulas, a primeira das quais foi a cúpula tripartidos do Bagdá que reuniu os líderes do Egito, Jordânia e Iraque e, em seguida, a segunda, a Conferência de Bagdá para a Cooperação e a Parceria, realizada recentemente, com uma alta e notável presença árabe e internacional. Somos confiantes de que a visita do Sheik Al-Tayyeb abrirá as portas para outros grandes eventos”.

Por sua vez, Mariwan Naqshbandi, alto funcionário do Ministério de Awqaf e Assuntos Religiosos no governo regional do Curdistão iraquiano, disse em uma entrevista à Sky News Arabia: "A relação entre o governo regional do Curdistão iraquiano e o Sheik de Al-Azhar é uma relação forte e antiga e, neste contexto, foi aberto um instituto Azhari há alguns anos na capital da região do Curdistão, Erbil. É o terceiro desse tipo no mundo fora do Egito e, portanto, as relações entre os dois lados se desenvolveram e continuaram com as visitas de intercâmbio entre os representantes de Al-Azhar e da região. O último intercâmbio importante foi a visita do ministro do Awqaf à região no Cairo, para entregar o convite oficial ao Sheik Al-Tayyib para visitar o Curdistão no contexto da sua visita ao Iraque".

Para Naqshbandi a visita do Sheik de al-Azhar ao Iraque "é obviamente uma visita histórica importante para nós depois da visita do Papa Francisco, pois é a mais alta referência islâmica, especialmente para os muçulmanos sunitas de todo o mundo e sua visita ao Iraque e na região, sem dúvida, levará mensagens importantes. Al-Azhar é conhecido por sua moderação e sua mensagem de tolerância, e neste contexto a assinatura do Documento sobre a Fraternidade Humana com o Santo Padre Francisco nos Emirados Árabes Unidos teve um efeito positivo nas várias sociedades islâmicas em geral, e sobre a convivência entre muçulmanos e cristãos em particular, mas também na convivência entre seguidores de diferentes religiões no mundo”.

 

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