Depois dos escândalos, papa Francisco retira a autoridade financeira da Secretaria de Estado do Vaticano

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06 Novembro 2020

Papa Francisco está removendo o encargo da Secretaria de Estado do Vaticano de administrar seu próprio portfólio financeiro, sendo a maior mudança de autoridade entre os escritórios Vaticanos depois da série de escândalos financeiros, que incluíram uma incomum renúncia de um cardeal no último mês de setembro.

A reportagem é de Joshua J. McElwee, publicada por National Catholic Reporter, 05-11-2020. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Em uma carta de 25 de agosto de 2020, divulgada pelo Vaticano no dia 05 de novembro, Francisco informou ao cardeal Pietro Parolin, o prefeito da Secretaria, que ele deveria transferir a gestão de todos os fundos da pasta para o escritório de administração das propriedades do Vaticano.

Esse escritório, conhecido como Administração do Patrimônio da Sé Apostólica (APSA), também recebeu a ordem para desinvestir “assim que possível” no controverso projeto do Vaticano em Londres.

A Secretaria de Estado, considerada a mais prestigiosa e poderosa pasta da Cúria Vaticana, mantinha fundos de investimentos separados do resto do Vaticano.

Francisco também informou Parolin que os fundos da secretaria agora serão incorporados ao orçamento da Santa Sé, e o secretariado “deve operar por meio de um orçamento pré-aprovado”.

A polícia do Vaticano investiga um acordo em Londres há meses. Em outubro de 2019, eles conduziram uma incursão altamente incomum aos escritórios da Secretaria de Estado, recolhendo documentos e dispositivos eletrônicos suspeitos de estarem relacionados ao negócio.

O bispo Nunzio Galantino, presidente da APSA, estimou na semana passada que o Vaticano sofreu perdas entre 85 milhões e 194 milhões de dólares com o negócio.

O cardeal Angelo Becciu, quem inesperadamente deixou sua posição como chefe do escritório responsável pelos negócios para supervisionar a Congregação para as Causas dos Santos, renunciou “aos direitos ligados ao cardinalato” em 24 de setembro, teria feito parte do acordo.

Becciu, que serviu como um dos principais funcionários do secretariado até 2018, também foi acusado pela mídia italiana de direcionar indevidamente parte dos fundos do escritório para uma instituição de caridade dirigida por seu irmão.

Becciu reconheceu ter enviado fundos para a instituição de caridade, mas disse que foram enviados para fins legítimos.

A assessoria de imprensa do Vaticano divulgou a carta do Papa para Parolin, de 25 de agosto, juntamente com um breve comunicado, que dizia que Francisco se reuniu em 4 de novembro com Parolin, Galantino e outras autoridades do Vaticano para discutir a transferência da autoridade financeira da Secretaria de Estado.

O comunicado disse que o Papa criou uma nova comissão, com a tarefa de concluir a transferência nos próximos três meses.

A comissão tem três membros: Galantino; O arcebispo Edgar Peña Parra, alto funcionário da Secretaria de Estado; e o padre jesuíta Juan Guerrero Alves, prefeito da Secretaria para a Economia do Vaticano.

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