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Como é ser a única sacerdotisa no Sínodo dos jovens?

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24 Outubro 2018

Uma jovem sacerdotisa da Igreja Hussita da Tchecoslováquia ficou positivamente surpresa com a recepção e abertura vivenciadas no Sínodo dos Bispos sobre os jovens, como revelou à América em uma entrevista. A delegada fraterna Rev. Martina Viktorie Kopecká, de 32 anos, foi a única sacerdotisa a participar do Sínodo dos Bispos, que acontece 3 a 28 de outubro, em Roma.

A reportagem é de Luke Hansen, S.J., publicada por Revista América, 22-10-2018. A tradução é de Luísa Flores Somavilla.

Vestida com os paramentos litúrgicos da Igreja Hussita — um manto negro com um cálice vermelho e estola branca —, ela falou ao Sínodo todo no dia 11 de outubro, ocasião em que enfatizou a importância das relações ecumênicas, classificou o Sínodo de um "sinal de esperança" e afirmou a capacidade dos jovens de construírem pontes.

"O verdadeiro movimento ecumênico deve ser vivido e compartilhado em conjunto", disse.

A Rev. Kopecká não passou despercebida. Ela acredita que os cardeais e bispos "ficaram surpresos, talvez chocados” ao ver o traje clerical, contou à revista America. "Eles me reconheceram como a menina do jantar e depois como sacerdote. Leva algum tempo, mas eles me aceitaram."

A Rev. Kopecká acredita que os cardeais e bispos "ficaram surpresos, talvez chocados” ao ver o traje clerical.

“Depois da minha intervenção, muita gente me procurou nos corredores e disseram que a minha fala os inspirou", disse Rev. Kopecká. "Fiquei surpresa que eles tenham me escutado. Sim, sou jovem e mulher. Estava de estola branca. E eles não estão me excluindo. Eles me aceitam como membro da família."

Os delegados fraternos que representam outras igrejas cristãs podem fazer intervenções na aula sinodal e participar das discussões em pequenos grupos, mas não podem votar. O Patriarca Ecumênico de Constantinopla tem um representante, bem como organizações eclesiais como a Federação Luterana Mundial, a Comunhão Mundial das Igrejas Reformadas e o Conselho Metodista Mundial.

A Rev. Kopecká representa o Conselho Mundial de Igrejas, uma parceria entre 350 igrejas "buscando unidade, um testemunho comum e o serviço cristão". Mesmo tão jovem, ela tem uma grande responsabilidade no CMI, fazendo parte do comitê central e dos 20 membros do comitê executivo e sendo moderadora da Comissão ECHOS sobre a juventude no movimento ecumênico.

"Fiquei surpresa que eles tenham me escutado. Sim, sou jovem e mulher. Estava de estola branca. E eles não estão me excluindo."

"Quando um ser humano encontra outro ser humano, não importa a que denominação pertencem", disse. "Cremos em Cristo e podemos encontrar uma forma — como diz o Papa Francisco— de trabalhar e orar juntos. Somos de culturas e sociedades diferentes, mas temos algo em comum. Através da amizade, os jovens estão aprendendo a caminhar rumo à aceitação e ao respeito."

Logo que chegou à cidade eterna, Rev. Kopecká não tinha certeza se seria bem recebida, admitiu. Ela está hospedada numa casa internacional para religiosos e fez as três primeiras refeições sozinha. "Eu disse: Que desastre." No segundo dia, no entanto, um bispo paraguaio perguntou se podia sentar com ela. "Eu disse: Sim, por favor!"

Ela conta que o encontro foi a primeira grande "virada" dessa experiência. O bispo estava "realmente interessado em quem eu sou", disse. "Os círculos ecumênicos não se resumem a papéis, documentos e instituições. Trata-se de conhecer pessoas sem julgamento algum. Sim, eu sou a mulher. E fui ordenada. Mas ele estava interessado na minha cultura e na minha Igreja. Depois, muitos outros juntaram-se a nós."

"Cremos em Cristo e encontrar uma forma — como diz o Papa Francisco — de trabalhar e orar juntos."

Outra mudança aconteceu em seu grupo. "Na primeira reunião, eu me senti muito vulnerável", revela. "Sou muito introvertida. Por isso, não é fácil para mim falar em um grupo de pessoas que não conheço". Mas o líder do grupo ajudou a criar uma atmosfera em que ela se sentiu confortável, observa.

“Sinto que sou aceita. Minha voz é ouvida", contou. "Posso até mudar o rumo” da conversa e influenciar as decisões. "Minhas respostas são valorizadas. Nos apoiamos uns aos outros."

O moderador do grupo é o cardeal de Chicago Blase Cupich. O relator é Mark Edwards, bispo auxiliar de Melbourne, na Austrália. Vários jovens já comentaram sobre o quanto gostam do espírito acolhedor e inclusivo do bispo Edwards. No dia 15 de outubro, ele convidou Yadira Vieyra, uma jovem auditora de Chicago, para ler parte do relatório do grupo para todo o Sínodo.

Segundo a Rev. Kopecká, o CMI apoia a juventude, convidando muitos líderes e palestrantes jovens e "tentando ser inclusivo". Com uma diversidade de 350 igrejas, observou, ter um modelo consensual de decisão é "muito difícil", mas enriquecedor. Na verdade, o Sínodo dos Bispos a lembra do clima liberal do CMI:

“Sinto que sou aceita. Minha voz é ouvida", disse a Rev. Kopecká.

"Sinto que estamos tocando em questões muito, muito delicadas no Sínodo, como a exploração infantil", afirmou. "As pessoas estão conversando muito abertamente entre si. Eu não esperava essa aceitação mútua, variedade de temas, riqueza e diversidade. Não se trata de causar divisões e diferenças, mas sim caridade, que constrói a comunidade cristã."

Em sua intervenção no Sínodo, a Rev. Kopecká fez alusão a sua conversão ao cristianismo, aos 20 anos. "Quando ouvi a voz de Deus, deixei tudo e segui essa inspiração", contou, no Sínodo.

Na entrevista para a revista America, Rev. Kopecká mencionou que a República Tcheca, sua terra natal, é uma sociedade altamente secularizada, em que as pessoas geralmente não querem fazer parte de nenhuma instituição, principalmente da Igreja. Ela observou que seus pais, ambos médicos, são "espiritualizados", mas não são cristãos nem paroquianos.

Ela não imaginava sua conversão ao cristianismo nem seu chamado ao ministério ordenado. Ela era gerente em uma empresa internacional, recebia um bom salário e "tinha tudo", exceto formação. Então decidiu ir para a Universidade Carolina de Praga estudar Teologia só porque não havia vestibular. Segundo explicou, "eu não tinha conhecimento sobre a Bíblia nem sobre o Cristianismo".

Ela começou a ter aula de hebraico, latim, teologia sistemática e hermenêutica bíblica. Estudando hebraico, ela conta que descobriu os valores que sempre buscou. No início, dizia a si mesma que era apenas uma ciência: "Não, Martina, não acredite em nada." Mas estava mergulhando em um mistério.

"Para mim, a ordenação não é uma questão de gênero, mas de dignidade humana e possibilidades iguais."

"Não resisti", conta. "Dia após dia, percebi que era o caminho. Me apaixonei por Jesus. Percebi que estava sendo chamada para fazer parte da Igreja.” Então começou a visitar paróquias e pensar em ser batizada. Depois, a “obra incrível" dos sacerdotes a inspirou a pedir demissão e buscar a ordenação.

Ela estudou teologia, psicologia e educação especial e trabalhou como terapeuta. Foi ordenada aos 30 anos e hoje é pastora. Também é doutoranda em teologia ecumênica na Universidade Carolina, participa de seminários e aulas e está escrevendo uma tese.

Ela tem fortes opiniões fortemente sobre a ordenação de mulheres, mas também compreende que é uma questão delicada na Igreja Católica.

"Para mim, a ordenação não é uma questão de gênero, mas de dignidade humana e possibilidades iguais", declarou. "As mulheres trabalham muito na Igreja hoje e devem ser consideradas como líderes espirituais e servas de Deus. Elas fazem o mais difícil: cuidar das pessoas em situações miseráveis. Elas são o rosto da igreja mais humana."

"As mulheres trabalham muito na Igreja hoje e devem ser consideradas como líderes espirituais e servas de Deus.”

Ela contou que seu grupo discutiu a ordenação de mulheres para o diaconato. "Eu entendo que não é uma questão fácil. É delicada", disse. "Às vezes, eu discordo, mas estou tentando aceitar os diferentes contextos."

A Igreja Hussita da Tchecoslováquia foi formalmente criada em 1920 em Praga por membros do movimento modernista de reforma do clero católico romano e baseia-se na tradição da Reforma Tcheca do século XV (um século antes de Martinho Lutero). Segundo o site do Conselho Mundial de Igrejas, tem quase 100.000 membros e "ocupa o meio-termo entre a essência da Igreja Católica (liturgia e os sete sacramentos) e os princípios da igrejas protestantes (ensino e ordem)". Os bispos são eleitos por uma assembleia diocesana. A igreja valoriza o diálogo, a liberdade de consciência e a abertura para um mundo pluralista.

O sacerdote líder do movimento Jan Hus tentou purificar a igreja, explica Rev. Kopecká. Ele criticava as indulgências, queria pregar no vernáculo e pedia diálogo teológico. Mesmo pressionado, recusou-se a abrir mão do que acreditava. Foi queimado na fogueira em 1415 e considerado herege por centenas de anos, até 1999, quando o Papa João Paulo II pediu desculpas e expressou "profundo pesar" por sua “morte cruel” e elogiou sua "coragem moral" como verdadeiro reformador da igreja.

"Meu coração é do hussitismo, da reforma e do legado de Jan Hus", disse.

A Rev. Kopecká disse que conheceu o Papa Francisco em Genebra, quando ele visitou a sede do Conselho Mundial de Igrejas no dia 21 de junho. Ao encontrá-la novamente durante o Sínodo, ele lembrou-se dela.

"Agradeci [a Francisco] em nome do Conselho Mundial de Igrejas", mencionou. "Participar do Sínodo é um passo enorme na relação ecumênica entre o Vaticano e o Conselho Mundial de Igrejas. É uma porta aberta e uma nova era, uma nova dimensão da partilha, de se tornar uma família".

No hall do Sínodo, segundo ela, o Papa Francisco "está sempre muito relaxado, pronto para sorrir. Ele aceita a diversão, o que é lindo. Quando alguém fala uma piada, ele sorri. Não é rígido, de forma alguma. Nos sentimos em casa e podemos falar abertamente.”

"Ele é muito inspirador para muitos jovens porque não é velho", disse. "É incrivelmente jovem. Ele tem abertura, criatividade e energia e também traz sabedoria e experiência, mas não como se estivesse pressionando alguém a fazer algo. Ele só apresenta seus valores."

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