A população russa não quer a guerra

Foto: Ivan Bandura | Pexels

Mais Lidos

  • Israel irrita o Catar ao atacar um enorme campo de gás que compartilha com o Irã: "É perigoso e irresponsável"

    LER MAIS
  • Política das imagens, ecologia do olhar e memória ativa são contrapontos aos regimes de anestesia que banalizam o horror, o esquecimento acelerado e a saturação, convertendo tudo em “circulação descartável”

    A cultura como campo de insurgências e resistências ao capitalismo mafioso. Entrevista especial com Ivana Bentes

    LER MAIS
  • Mulher é assassinada a facadas em Esteio; RS chega a 23 casos de feminicídio em 2026

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

06 Dezembro 2022

Desde o início da guerra na Ucrânia, dissemos que conseguir falar diretamente à consciência dos cidadãos russos teria sido mais útil, eficaz e importante que armar a população da Ucrânia. Hoje, uma pesquisa que emergiu das névoas dos segredos do Serviço Federal de Proteção que a encomendou, nos informa que 55% dos russos querem que as negociações de paz sejam iniciadas com a Ucrânia e que apenas um quarto gostaria de continuar a guerra.

O comentário é de Tonio Dell'Olio, presidente da Pro Civitate Christiana, publicado por Mosaico di Pace, 05-12-2022. A tradução é de Luisa Rabolini.

Esperando que não se trate apenas de mais uma das tantas manobras de propaganda de guerra entre adversários, estamos certos de que no juízo dos russos tenha influído o andamento da guerra com a carga de vítimas inclusive russas e a convocação de reservistas, mas estamos igualmente certos de que a Rússia hoje não se reconhece plenamente nas escolhas de Putin.

Se ao menos a União Europeia entendesse isso e apoiasse exatamente esse sentimento russo com uma campanha informal e ampla sobre os desastres da loucura que chamamos guerra, ofereceríamos alguma esperança a mais à paz que não tem absolutamente nada a ver com a vitória militar e com os cemitérios, mas consiste na consciência dos povos de retomarem em suas mãos o próprio destino.

Leia mais