Nos últimos 50 anos, foram registradas mais de 510.000 mortes na América Latina pela crise climática

Alagamentos em Criciúma, Santa Catarina, Brasil (Fonte: Flickr)

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25 Junho 2020

Em um relatório, a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) observou que a América Latina é a região mais vulnerável a desastres naturais relacionados à mudança climática. Entre 1979 e 2019, 2.309 desastres naturais foram registrados nessa região.

A reportagem é publicada por El Espectador, 23-06-2020. A tradução é do Cepat.

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), em seu relatório mais recente, observou que entre 1979 e 2019 houve mais de 510.000 mortes por desastres naturais relacionadas à mudança climática na América Latina, uma das regiões mais vulneráveis a esses fenômenos.

No livro “La emergencia del cambio climático en América Latina y el Caribe: ¿seguimos esperando la catástrofe o pasamos a la acción?”, que foi apresentado na quinta-feira, 18 de junho, a CEPAL explicou que, nos últimos 50 anos, foram registrados na América Latina 2.309 desastres naturais, que afetaram 297 milhões de pessoas, além de causar danos no valor de 437 bilhões de dólares.

Na publicação, a CEPAL descreve a América Latina e o Caribe como “uma região extremamente vulnerável à mudança climática, por causa da sua dependência de atividades altamente sensíveis ao clima, sua baixa capacidade de adaptação e sua exposição a diversos fenômenos hidrometeorológicos extremos”.

Além disso, a Comissão explicou que na região se apresenta um modelo de desenvolvimento insustentável e desigual, no qual predominam elites e privilégios e que afetou negativamente as sociedades. “Este modelo se baseou em grandes externalidades negativas, como as emissões associadas à mudança climáticas, que excedem os limites ambientais globais e com vulnerabilidades sistêmicas que foram evidenciadas pela Covid-19”, acrescentou.

Alicia Bárcena, secretária geral da CEPAL, disse que “o horizonte é a igualdade, a mudança estrutural progressiva é o caminho e a política o instrumento”. Por esse motivo, incentiva uma mudança no modelo com políticas para setores estratégicos que reduzem emissões, criam empregos, potencializam investimentos e permitem enfrentar a reativação com equidade e sustentabilidade para avançar em direção a um novo desenvolvimento.

Durante a apresentação do documento, Antonio Guterres, secretário geral da ONU, ressaltou a importância de promover esse tipo de publicação, que, segundo afirmou, é fundamental para o desenvolvimento de políticas públicas que estimulem uma mudança nos padrões de produção e consumo.

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