A santidade de uma mulher. Artigo de Tonio Dell’Olio

Mursaal Nabizada. (Foto: @HNeumannMEP | Twitter)

Mais Lidos

  • “A cidade precisa deixar de tratar a população em situação de rua como problema de limpeza urbana ou segurança pública. Trata-se de uma questão de direitos humanos, justiça social e política urbana”, alerta a pesquisadora

    O aumento da população de rua no Brasil e as condições que as atingem em uma sociedade desigual. Entrevista especial com Andréa Braga

    LER MAIS
  • Ucrânia. Inferno de Kostiantynivka. Russos em apuros por toda parte, tentando avançar em Donbass. Artigo de Gianluca Di Feo

    LER MAIS
  • ‘Ilhado’ nos EUA, será difícil Eduardo Bolsonaro voltar a se candidatar após condenação

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

19 Janeiro 2023

Mursaal Nabizada tinha 32 anos assim como é possível tê-los numa condição que te coloca à dura prova e queima as etapas do crescimento.

O comentário é de Tonio Dell'Olio, presidente da Pro Civitate Christiana, publicado por Mosaico di Pace, 18-01-2023. A tradução é de Luisa Rabolini.

Alguns anos antes (2018), havia sido eleita para o Parlamento do Afeganistão. Mas não como às vezes acontece aqui porque a pessoa é próxima da direção do partido ou porque conquistou a simpatia do líder. Não tinha viés de subida a qualquer custo. Era paixão em estado puro.

Mursaal Nabizada. (Foto: reprodução | twitter)

Todos relatam que, após a mudança de regime, mesmo tendo tido a oportunidade de sair do país, optou por não abandonar o seu povo. As balas daqueles que escondem a sede de poder por trás de um fundamentalismo religioso fanático e cego a atingiram com um atirador diretamente em casa.

A morte de Mursaal Nabizada é uma morte que tem o sabor de santidade. E não importa se leiga ou de uma religião diferente. Certas escolhas de vida são universais a ponto de humilhar as nossas estreitezas mentais, políticas e sociais. No final Mursaal é vítima do furacão provocado no seu país não só pelos talibãs, mas também pelas potências estrangeiras, lideradas pelos EUA, que bombardearam, invadiram, tentaram controlar e abandonaram aquele território à sua sorte, deixando-o pior do que o haviam encontrado 20 anos antes. 

Leia mais