Cai o poder eleitoral dos italianos no Colégio dos Cardeais. A partir de 27 de agosto, os cardeais eleitores italianos serão 14

Votação no Conclave de 2013 | Foto: Vatican News

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01 Junho 2022

 

Se levarmos em conta que entre os 21 novos cardeais que o Papa nomeará em 27 de agosto há apenas 5 italianos, dois eleitores e três não eleitores, ficamos um pouco surpresos, mesmo que agora se saiba que o Papa Francisco considera relevante diminuir o peso eleitoral das igrejas europeias nos próximos Conclaves. Entre 2022 e 2023, 8 cardeais italianos deixarão a componente eleitoral, pois passarão dos oitenta anos nesse meio tempo.

 

A reportagem é publicada por Il Sismografo, 31-05-2022. A tradução é de Luisa Rabolini.

 

Portanto, a partir de 27 de agosto, os cardeais italianos eleitores serão 14 (+ o caso do cardeal Becciu com seus direitos cardinalícios suspensos).

Esta situação está estimulando muitas reflexões sobre o sentido das nomeações consistoriais e sobre as possíveis leituras que para alguns observadores dizem respeito à dinâmica das "periferias", conceito cada vez mais confuso e por vezes incompreensível, sobretudo quando se sai da dimensão geográfica. A expansão desse conceito para a esfera existencial criou confusões nada pequenas que distorceram o sentido inicial.

 

Para outros analistas, as escolhas do Papa estão inseridas em um tecido de relações empáticas que fortalecem uma espécie de 'classe dominante bergogliana', compacta e organicamente unida. E para outros ainda, as nomeações devem ser lidas dentro da territorialidade diocesana que tende discretamente a aumentar a presença asiática na governança da Igreja que por enquanto permanece fraca.

 

No caso italiano deve-se acrescentar outra consideração que foi muito ampliada nas últimas horas: a nomeação de Mons. Oscar Cantoni, atual bispo de Como, que para muitos, incluindo muitos bispos da Itália, não parece feliz nem oportuna.

 

A primeira reflexão que aparece se coloca como uma pergunta: é possível que para nomear um cardeal-eleitor italiano fosse necessário pensar em Mons. Cantoni e não em dezenas de tantos outros presbíteros e bispos de grande calibre pastoral ou intelectual?

 

Além disso, por que fazer uma nomeação para baixo que, entre outras coisas, desconsidera as perguntas que permanecem sem resposta sobre o fato de Mons. Cantoni ter entrado no processo por abusos e ocultações no Vaticano pela história do seminário de São Pio X? Não há nenhuma acusação. Trata-se apenas de motivos de oportunidade e imagem, parâmetros muito necessários nos tempos atuais.

 

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