25 Mai 2026
De Mike Pompeo a Ted Cruz, comentários duros foram feitos a respeito do acordo com Teerã. A Casa Branca ficou furiosa com as críticas.
A reportagem é de Paolo Mastrolilli, publicada por La Repubblica, 25-05-2026.
A crítica mais contundente veio do ex-secretário de Estado e diretor da CIA, Mike Pompeo, que detonou o acordo finalizado com o Irã: "Pagar aos paquistaneses para construir um programa de armas de destruição em massa para aterrorizar o mundo".
De fato, a Casa Branca respondeu instando-o a "calar a boca, seu idiota". Ele não foi o único republicano a levantar a voz, o que talvez tenha levado Trump a corrigir sua mensagem, na qual escreveu que não tinha pressa em assinar o acordo, especialmente se ele não garantisse que Teerã jamais teria uma arma nuclear. Muitos aliados do presidente, no entanto, temem que ele agora simplesmente queira deixar para trás uma guerra que se tornou muito custosa, aceitando qualquer saída que possa ser vendida como um sucesso. Em outras palavras, o de sempre: "Trump sempre amarela".
Este é o enigma crucial, difícil de resolver, especialmente tendo em vista as eleições de meio de mandato em novembro, que ele corre o risco de perder.
O senador Graham, um aliado fiel de Trump, comentou: "Se um acordo for alcançado para encerrar o conflito porque o Estreito de Ormuz é percebido como inprotegível contra o terrorismo iraniano, e o Irã ainda possui a capacidade de destruir infraestruturas petrolíferas cruciais no Golfo, então Teerã será vista como uma força dominante que exige uma solução diplomática. Essa combinação da capacidade percebida do Irã de aterrorizar perpetuamente o Estreito e infligir danos massivos à infraestrutura petrolífera do Golfo representa uma grande mudança no equilíbrio de poder na região e, com o tempo, será um pesadelo para Israel. Além disso, fica a dúvida: por que a guerra começou se essas percepções forem precisas?" Uma questão importante: por que atacamos, se isso serviu para entregar o Golfo ao Irã?
Pompeo foi ainda mais incisivo: "O acordo proposto parece ter saído diretamente do manual de Wendy Sherman, Robert Malley e Ben Rhodes: pagar aos paquistaneses para desenvolverem um programa de armas de destruição em massa e aterrorizarem o mundo. Isso não tem nada a ver com 'América Primeiro'. A solução é simples: abram o maldito Estreito. Neguem ao Irã acesso a dinheiro. Eliminem capacidades iranianas suficientes para que não possam ameaçar nossos aliados na região. Esperamos muito tempo por isso. Vamos lá."
O diretor de comunicação da Casa Branca, Steven Cheung, optou por responder com um insulto: "Mike Pompeo não tem a menor ideia do que está falando. Ele deveria calar a boca e deixar o trabalho de verdade para os profissionais."
O senador do Texas, Cruz, no entanto, também exagerou: "Estou profundamente preocupado com o que estamos ouvindo sobre um 'acordo' com o Irã. A decisão do presidente Trump de atacar foi a mais significativa de seu segundo mandato. Ele se saiu bem e alcançamos resultados militares extraordinários." Ele, portanto, alertou: "Se o resultado de tudo isso for um regime iraniano ainda liderado por islamitas gritando 'morte à América', agora recebendo bilhões de dólares, capaz de enriquecer urânio e desenvolver armas nucleares, e tendo controle efetivo do Estreito de Ormuz, então esse resultado seria um erro desastroso." Cruz instou Trump a recuar: "Os detalhes ainda estão surgindo, e rezo para que os relatos iniciais estejam errados, mas o fato de o negociador de Biden, Rob Malley, estar elogiando o acordo não é encorajador. O presidente acredita na paz através da força, e sua forte liderança já tornou a América muito mais segura. Ele deve continuar firme, defender os Estados Unidos e fazer cumprir as linhas vermelhas que traçou repetidamente." Uma fonte sênior da inteligência americana concluiu a discussão da seguinte forma: "Analisem os objetivos de Trump, os motivos pelos quais ele se retirou do JCPOA e o que ele ganharia com o acordo. Valia a pena travar uma guerra?"
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