Copernicus: 2024 deve ser o ano mais quente da história e o primeiro com média acima de 1,5°C de aquecimento

Foto: Joédson Alves | Agência Brasil

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08 Novembro 2024

Com o fim do El Niño, em junho, os negacionistas climáticos torciam para que os recordes de temperatura que vêm sendo batidos desde o início do ano passado se tornassem história. Mas isso não aconteceu, comprovando o que cientistas mostram há décadas: a queima de combustíveis fósseis agrava as mudanças climáticas e está levando o planeta à “Era da Fervura”. E 2024 promete ser mais uma prova desse “novo anormal”.

A informação é publicada por ClimaInfo, 08-11-2024.

Na 5ª feira (7/11), às vésperas da COP29, e faltando ainda pouco mais de 50 dias para o ano acabar, o observatório climático europeu Copernicus alertou: é praticamente certo que 2024 será o ano mais quente da história humana. Além disso, será o primeiro ano em que a temperatura média global ficará 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, limite estabelecido no Acordo de Paris. Estamos torrando. E não foi por falta de aviso.

De acordo com a análise do Copernicus, 2024 deve terminar com um aumento da temperatura global acima de 1,55°C em relação aos níveis anteriores à Revolução Industrial, informam Valor, Agência Brasil e Um só planeta. Acima de 2023, que registrou temperatura média 1,48°C acima dos níveis pré-industriais.

A temperatura média global dos últimos 12 meses (novembro de 2023 a outubro de 2024) foi 0,74°C acima da média de 1991-2020 e estimada em 1,62°C acima da média pré-industrial, detalha o relatório mensal do Copernicus. No mês passado, a temperatura média do planeta ficou 1,65°C acima dos níveis pré-industriais. Foi o 15º mês, em um período de 16 meses, em que a temperatura média global excedeu os 1,5°C.

A temperatura média da superfície do mar em outubro foi de 20,68°C, o segundo maior valor registrado para o mês, apenas 0,1°C abaixo de outubro de 2023, aponta o observatório europeu. Além disso, o gelo marinho do Ártico atingiu sua quarta menor extensão mensal, 19% abaixo da média. E na Antártica, a retração do gelo foi a segunda menor já registrada para outubro.

“Isso marca um novo marco nos registros de temperatura global e deve servir como um catalisador para aumentar a ambição para a COP29”, frisou Samantha Burgess, diretora adjunta do Copernicus. Um alerta que vale também para os líderes dos países do G20, que estarão reunidos no Rio de Janeiro em 18 e 19 de novembro, simultaneamente à conferência do clima.

O virtual recorde histórico da temperatura global em 2024 foi repercutido também por MetSul, Observatório do Clima, AP, Bloomberg, Guardian, France24, BBC, Le Monde, CNN, Time e Washington Post.

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