Alessandro Barbero: “Francisco de Assis, um santo inimitável”

Foto: Blog Carisma Franciscano

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06 Junho 2024

Ele amava os animais e pregava aos pássaros, mas era antes de tudo um mercador do século XIII transformado em mendigo revolucionário e imperfeito. Este é o São Francisco de Assis contado por Alessandro Barbero ontem no Teatro Carignano, de Turim, para o Festival da Economia.

A reportagem é de Francesco Rigatelli, jornalista, publicada por La Stampa, 01-06-2024.

A reconstrução das fontes franciscanas, do primeiro biógrafo oficial Tomás de Celano até mais respeitado Boaventura de Bagnoregio, é enriquecido pelo historiador com anedotas e testemunhos menos conhecidos dos frades que o conheceram e que retrataram o seu aspecto mais franco. "Começando pelo famoso encontro com o lobo de Gubbio, que nunca teria acontecido. Assim como a história do leproso seria muito diferente: primeiro o expulsou da mesa, depois se arrependeu e compartilhou o mesmo prato com ele. E a sua ideia de pobreza extrema foi seguida com dificuldade pelos franciscanos que o consideravam inimitável. Segundo ele, não se poderia nem sequer possuir livros ou aceitar doações".

Além disso, Francisco “nunca sonhou em convidar toda a Igreja à pobreza. Ele a perseguia pessoalmente e encorajava seus seguidores a fazê-lo. Dizia que quando um frade tem apenas uma batina, uma corda como cinto e uma roupa de baixo é suficiente". E quando ele descobriu que seus padres "estavam construindo uma casa mais bonita para a ordem ficou muito bravo, pois era capaz de grandes acessos de fúria. Ele também não queria que os franciscanos tivessem uma carreira na Igreja, mas existiram, e bastante, prelados de sua ordem na história".

Por que existem tantas diferenças entre o homem e o santo que chegou até nós? “Foram justamente os seus que o exaltaram quase como Cristo e o tornaram inimitável para não ter que replicar o seu exemplo. No início, segui-lo significava mendigar ou trabalhar sem receber, pedindo apenas comida em troca. Depois surgiram tantos problemas entre seus companheiros que ele desistiu da liderança da ordem”. Após a sua morte, os franciscanos se dividiram em menores (que seguiam os seus passos) e conventuais (que interpretavam seus ensinamentos de forma mais suave). Uma distinção que perdura até hoje e à qual se somaram os ainda mais rígidos capuchinhos.

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