A agência russa Ria Novosti ataca a missão de paz do Papa? A missão de Zuppi é como aquela em Moçambique

Foto: Vatican Media

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

26 Mai 2023

Uma guerra de agressão é muito diferente de uma guerra civil.

A reportagem é publicada por Il Sismógrafo, 25-05-2023. A tradução é de Luisa Rabolini.

A agência Ria Novosti hoje atribui, entre aspas, ao cardeal Matteo Zuppi, cardeal a quem o Papa confiou a liderança junto com a Secretaria de Estado de uma missão de paz no conflito russo-ucraniano, estas declarações que, se verdadeiras, são um duro golpe à iniciativa vaticana em andamento: "Em Moçambique foi justamente isto: aproximação, diálogo, comissões, muitos encontros, que depois levaram à (paz). Os esforços (na Ucrânia) serão, naturalmente, nessa direção. Contribuir a evitar as consequências do conflito, promover todas as esperanças de paz que a comunidade internacional nutre em relação a este trágico conflito”.

Essas supostas considerações atribuídas ao arcebispo de Bolonha não coincidem de forma alguma com a narração decenal que a Comunidade de Santo Egídio tem feito dizendo que em Moçambique se tratou de uma verdadeira mediação, como demonstram os fatos históricos. Não foi uma facilitação para criar um ambiente.

E além disso, o aspecto mais grave, é comparar a guerra da Rússia contra a Ucrânia com uma guerra civil. Nessa visão distorcida e manipuladora, a agência russa não assume a responsabilidade de afirmar que foi a Federação Russa que agrediu o estado ucraniano. Usando as palavras hipotéticas do cardeal Zuppi, a agência russa está tentando passar uma guerra de agressão por uma guerra civil.

O acordo de paz em Moçambique, alcançado com a mediação de Santo Egídio, foi assinado em Roma a 4 de outubro de 1992 entre duas partes do povo moçambicano: a Renamo (Resistência Nacional Moçambicana) e a Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique).

Leia mais