No Sudão do Sul, a pior crise alimentar dos últimos 10 anos: o relato de MSF

Foto: Scott Hamilton | MSF

Mais Lidos

  • Quando a Igreja perde seus ministros: notas teológico-pastorais sobre a desistência presbiteral. Artigo de Eliseu Wisniewski

    LER MAIS
  • Pesquisadores refletem sobre possíveis riscos e efeitos do El Niño em 2026 à luz das enchentes de 2024 e das ações realizadas pelo poder público nos últimos dois anos

    El Niño no RS: probabilidade de cheias é dobrada, mas há incerteza sobre a magnitude do fenômeno climático. Algumas análises

    LER MAIS
  • O que pensam os especialistas sobre o acordo Irã-EUA?

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

04 Agosto 2022

 

Menos da metade da população do Sudão do Sul tem acesso a serviços médicos adequados. A maioria dos serviços médicos no Sudão do Sul são prestados por ONGs, pois apenas 2,6% do orçamento do governo é para a saúde. O governo do Sudão do Sul declarou estado de emergência nacional devido às inundações. Entre violência, guerra e desastres naturais, milhões de sudaneses do sul estão deslocados, tanto em campos de refugiados internos quanto em estados vizinhos.

 

A reportagem é de Mario De Santis, publicada por La Repubblica, 29-07-2022. A tradução é de Luisa Rabolini.

 

Pobres demais para pagar uma viagem à Europa, embora entre as vítimas e feridos da multidão em Mililla, no Marrocos, houvesse justamente dezenas de jovens do Sudão e do Sudão do Sul. Isso ocorre porque a crise alimentar na região subsaariana está piorando rapidamente, em meio a secas, fome e guerra na Ucrânia, país de onde vêm muitos cereais para a região.

 

Nesse contexto, o Sudão do Sul é o coração frágil da África Subsaariana, pois - embora os números da população estejam abaixo da média dos grandes estados do continente, a porcentagem que vive em extrema pobreza é muito alta e 70% da população não tem nada, tanto que depende única e exclusivamente da ajuda de ONGs e dos programas alimentares (além de tudo, cortados pela crise).

 

Entre as organizações, muito ativa e presente há mais de dez anos, está a Médicos Sem Fronteiras, que possui hospitais e centros de atendimento em 19 localidades do Sudão do Sul. Justamente em conexão do Sudão do Sul, Federica Franco, chefe da missão de MSF no Sudão do Sul, nos fala sobre a realidade desse país pouco conhecido com uma situação humanitária muito difícil.

 

 

Leia mais