09 Julho 2026
A ofensiva dos EUA deixou pelo menos 14 mortos, em operações que, segundo Washington, são uma resposta aos ataques iranianos contra três navios mercantes que navegavam pelo Estreito de Ormuz.
A informação é de Andrés Gil, publicada por El Diario, 09-07-2026.
O Irã responde à segunda noite de bombardeios de Trump com novos ataques a bases americanas no Golfo.
O exército iraniano informou na quinta-feira que atacou alvos no Kuwait, Catar e Bahrein com drones de ataque unidirecionais, de acordo com a mídia estatal, em retaliação aos ataques dos EUA na noite anterior.
O exército declarou ter atacado um sistema de interceptação de mísseis Patriot no Kuwait, um sistema de alerta antecipado no Catar e tanques de combustível no Bahrein com "um grande número de drones kamikaze de vários tipos".
Segundo o comunicado, também divulgado pela emissora estatal de rádio e televisão IRIB, a ofensiva constitui uma continuação dos ataques do exército iraniano contra bases americanas na região.
🚨 Iranian Armed Forces:
— IRIB (Islamic Republic of Iran Broadcasting) (@iribnews_irib) July 9, 2026
Critical infrastructure and facilities at two U.S. bases in Arifjan and Ali Al Salem, Kuwait, and Juffair and Isa Air Base in Bahrain, were targeted last night.
A Guarda Revolucionária Iraniana reivindicou a autoria de um ataque a "infraestruturas e instalações importantes em bases americanas" no Golfo, em resposta ao "descumprimento de promessas e às recentes agressões de Washington" e, segundo um comunicado, advertiu os EUA de que, "caso a agressão se repita", "respostas enérgicas" serão aplicadas a outras bases americanas na região.
A maioria dos países do Oriente Médio que abrigam bases militares ou embaixadas dos EUA têm sido alvo de ataques iranianos desde 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel iniciaram a guerra contra o Irã.
Na noite de quarta-feira, os militares dos EUA iniciaram um novo ataque contra o Irã "a fim de diminuir ainda mais sua capacidade de ameaçar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz".
"Os Estados Unidos responsabilizam o Irã pela recente agressão injustificada contra navios mercantes e tripulações civis que navegavam livremente em uma importante via navegável internacional", afirmou o Comando Central dos EUA.
At the direction of the Commander in Chief, U.S. Central Command forces have started conducting additional strikes against Iran to further degrade their ability to threaten freedom of navigation in the Strait of Hormuz. The United States is holding Iran accountable for recent…
— U.S. Central Command (@CENTCOM) July 8, 2026
Os ataques ocorreram depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que os recentes ataques iranianos a navios no Estreito de Ormuz marcaram o fim do cessar-fogo, e também aconteceram apenas um dia depois de os militares dos EUA atacarem diversas instalações militares e portuárias na última terça-feira.
Após os ataques, Trump disse: “Isto é uma retaliação ao bombardeio de navios realizado pelo Irã ontem. Se acontecer novamente, a situação ficará muito pior!”
A mídia estatal iraniana relatou explosões, entre outros locais, na cidade portuária de Bandar Abbas, localizada no estreito, e em Sirik, outra cidade costeira ao sul, segundo a AP.
Horas depois dos ataques dos EUA, Trump afirmou que o Irã havia entrado em contato com seu governo para buscar um acordo, segundo a agência EFE, embora tenha expressado dúvidas sobre a possibilidade de Teerã respeitar qualquer compromisso firmado.
“Eles me ligaram há pouco tempo”, disse Trump durante uma conversa informal enquanto exibia o novo avião presidencial, o Air Force One, em seu retorno da cúpula da OTAN para Washington.
Na manhã de quarta-feira, Trump disse que os EUA "provavelmente atacariam com força novamente esta noite" e acrescentou que os confrontos não levariam a uma ação militar "de longo prazo".
“Tudo o que acontecer vai acontecer muito rapidamente”, disse Trump, embora também tenha sugerido que os militares dos EUA poderiam “simplesmente terminar o trabalho”. Trump também ameaçou atacar a infraestrutura civil do Irã, incluindo usinas de energia e instalações de dessalinização, e tomar o centro de produção de petróleo na ilha de Kharg.
Os Estados Unidos realizaram dois dias de ataques contra a República Islâmica, que deixaram pelo menos 14 mortos e outros 78 feridos, em operações que Washington alega terem como objetivo impor "custos significativos" ao Irã pelo que considera violações iranianas do cessar-fogo, ao atacar três navios mercantes que navegavam pelo Estreito de Ormuz.
“Eles estão se comportando muito mal”, disse Trump na cúpula da OTAN na Turquia, referindo-se ao Irã e acusando o país de lançar drones e um míssil contra navios.
Nos últimos ataques da noite passada, as forças americanas bombardearam aproximadamente 90 alvos militares iranianos no início da manhã, incluindo sistemas de defesa aérea, ativos de vigilância costeira, depósitos de mísseis e drones, instalações navais e infraestrutura logística militar ao longo da costa iraniana, informou o Comando Central dos EUA (CENTCOM).
Um Irã fortalecido busca manter o controle do Estreito de Ormuz, apesar dos ataques e ameaças de Trump.
O Irã alegou que o acordo de cessar-fogo provisório lhe concede o direito de controlar o tráfego pelo estreito. O presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Qalibaf, um negociador-chave nas conversas para o fim definitivo da guerra, adotou um tom desafiador em uma publicação no X: “A era da intimidação e da extorsão acabou. Ela não leva a lugar nenhum. Não nos renderemos.”
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