Cristãos sofrem perseguição na Nigéria e na Etiópia

Foto: Ana Florescu's Images/Canva

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23 Junho 2026

A Nigéria foi, em 2025, o maior cemitério do mundo para cristãos. Grupo armados e políticos do norte e centro do país promoveram ataques a civis, atingindo de modo especial meninas e mulheres, que foram sequestradas, submetidas à violência sexual, conversão forçada e casamento forjado.

A informação é de Edelberto Behs.

O quadro foi apresentando ao governo nigeriano por dois departamentos da ONU. O governo não consegue proteger adequadamente os civis e levar os agressores à justiça. Especialistas da ONU mencionam o “padrão mais amplo de violência e perseguição que afeta desproporcionalmente as comunidades cristãs em alguns estados do Norte, apontando para o elevado risco de ataques com motivação religiosa por milícias islâmicas radicais.

A comunidade internacional permaneceu em silêncio, em grande parte, enquanto a crise no país africano se aprofundava. Os especialistas da ONU sublinharam a falha da Nigéria em cumprir suas obrigações internacionais de direitos humanos relativos à liberdade religiosa, segurança, liberdade e direitos das mulheres e crianças.

Com 238 milhões de habitantes, informa a Wikipedia, a Nigéria é o país mais populoso do continente africano e o sexto do mundo. A nação africana é habitada por mais de 500 grupos étnicos. O país é marcado por uma divisão entre cristãos, que vivem no sul e nas regiões centrais, e muçulmanos, concentrados ao norte.

No outro lado do continente, o patriarca da Igreja Ortodoxa Etíope Tewahedo, sua Santidade Abune Mathias I, pediu o fim da violência na região sudeste de Oromia, onde membros da sua congregação sofrem ações violentas. A onda mortal de ataques se intensificou em outubro passado e aumentou em fevereiro, alarmando líderes religiosos e comunitários da Etiópia.

O surto mais recente de violência foi registrado em 30 de maio e início de junho, em Teleta Gebriel, uma área remota do distrito de Aseko, que se espalhou para outras regiões. Agressores armados atacaram aldeias, incendiaram igrejas e destruíram propriedades.

“Além disso, muitos fiéis foram mortos injustamente e centenas de pessoas da nossa igreja foram desalojadas de suas casas. Esse é um evento profundamente triste, que causou imensa dor à nossa igreja”, disse Mathias I. ”Até quando isso vai continuar?”- indagou.

Os conflitos regionais têm forte viés étnico e religioso. Insurgentes da Frente de Libertação Oromo (OFL-Shane), também conhecida como Exército de Libertação Oromo (OLA), são responsáveis pela escalada de confrontos. Eles combatem forças do governo e milícias regionais. A liderança do OLA nega as acusações de que alvejam civis propositalmente. Os confrontos, alega, integram uma guerra política pelo direito de autodeterminação da população oromo.

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