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30 Agosto 2025

"A pintura assume, assim, o aspecto de um "braseiro" ou de uma espécie de "fornalha" que produz a dissolução de toda visão consolidada do mundo".

O artigo é de Massimo Recalcati, publicada por la Repubblica, 28-08-2025. A tradução é de Luisa Rabolini.

Eis o artigo.

“Uma aula quer dizer momentos de inspiração, senão não quer dizer nada." Assim afirma Deleuze no verbete "Professor" em seu famoso Vocabulário.

Um testemunho realmente formidável desses momentos de inspiração é fornecido pelo Curso dedicado ao tema da pintura, ministrado pelo filósofo na Universidade de Vincennes na primavera de 1981 e recentemente publicado pela Einaudi (Sulla pittura. Corso marzo-maggio 1981 é o título do livro).

A pergunta inicial imediatamente destaca o que está em jogo: o que a pintura tem a ensinar à filosofia? Portanto, o que está em jogo não é a formulação de uma filosofia da pintura, mas a filosofia que se pode esperar da pintura. Pois bem, qual é, segundo Deleuze, a lição radical da pintura que pode servir à filosofia?

Sua tese é que a pintura é uma experiência da catástrofe. Isso significa, como pintores como Turner e Van Gogh exemplarmente ensinam, que "a catástrofe está no cerne do ato de pintar", uma vez que nesse ato as formas consolidadas, objetivas e já estabelecidas do mundo tendem a se desfazer e desaparecer.

O exemplo de Turner é altamente significativo. Num primeiro momento, o pintor inglês pinta as catástrofes — avalanches e tempestades, por exemplo —, mas, em sua maturidade, é a própria pintura que se revela catastrófica, minando a integridade de toda forma já definida.

A pintura assume, assim, o aspecto de um "braseiro" ou de uma espécie de "fornalha" que produz a dissolução de toda visão consolidada do mundo. De fato, no âmago do ato catastrófico de pintar está em jogo um novo nascimento. Em primeiro lugar, da cor, que, no entanto, significa, ainda mais radicalmente, o nascimento de um novo mundo: "os pintores nada mais fazem que pintar uma só coisa, o começo do mundo". Dessa forma, o primeiro momento da criação artística é o do caos. Uma sua travessia preliminar é necessária para dar forma a um novo mundo.

Algo, de fato, deve emergir da incandescência do caos. É uma instância já presente no Nietzsche teórico da arte: "Todo artista visa forçar seu caos a assumir uma forma". Mais precisamente, o início do processo criativo visa varrer tudo o que já foi visto e sabido. Deleuze insiste em mostrar que o verdadeiro confronto não é o do pintor com a tela em branco, com a natureza ilimitada de seu espaço, mas com os fantasmas que a assediam, isto é, com todos os clichês que se aninharam nela "como feras que se precipitam sobre a tela antes mesmo que o pintor tenha segurado seu pincel". Assim, a necessária passagem através do caos é tornada possível pelo colapso catastrófico de tudo o que já foi dito e pintado. Em outras palavras, trata-se de tornar a tela realmente branca, zerando todos os clichês que a parasitam, colocando em seu centro, como Deleuze poeticamente expressa, a experiência do Saara. De fato, é somente desse deserto que uma nova presença pode surgir.

Caso contrário, "uma pintura que não compreende esse abismo, que não passa por esse abismo, que não o instaura na tela, não é pintura". É o que Deleuze define de "diagrama", ou seja, uma espécie de "caos-germe" que torna possível a realização daquele "abismo ordenado" em que consiste uma obra de arte. Mas, inicialmente, trata-se precisamente de limpar a tela, livrá-la dos preconceitos e dos estereótipos, esvaziá-la, lutar para não ceder ao já visto. Se não se atravessar o caos-catástrofe, inevitavelmente fica-se prisioneiros dos clichês. Nesse sentido, a pintura deve libertar-se de toda referência à ilustração e à narrativa. Uma pintura tem seu referente apenas em si mesma; não deve representar nada além de sua própria imanência. Isso significa, para usar as palavras de Deleuze, que "a pintura gera por si seu próprio fato".

Mais precisamente, o ato de pintar envolve a captura de uma força: "tornar visível e não a reproduzir o visível". Mas toda força comporta necessariamente a alteração ou a deformação das formas já constituídas. Capturar a força de um grito, por exemplo, como acontece na pintura de Francis Bacon, ou a da luz, como acontece com Vincent van Gogh.

O esforço da pintura permanece, portanto, o mesmo da filosofia: libertar-se da representação, mergulhar no fluxo anárquico da força, "desfazer a representação para dar origem à presença". Pode-se, pergunta Deleuze, para tentar exemplificar seu pensamento, representar uma operação cirúrgica? Aqueles que tiveram essa experiência trazem em seus olhos o traço indelével desse encontro. Nossa carne encontrou algo que deixou uma marca.

Ora, o pintor é aquele que consegue capturar e restituir a força desse encontro que se inscreveu misteriosamente na carne do nosso corpo.

Nesse sentido, ele pode afirmar hiperbolicamente que "nunca houve pintura figurativa" porque sua tarefa nunca foi ilustrar o que já existe – um "modelo" –, mas de fazer surgir do caos uma Figura (termo que ele toma emprestado proveitosamente de Lyotard) inédita. O risco da pintura, porém, é neutralizar o caos reduzindo-o ao mínimo, submetendo-o, por exemplo, a um código ótico – como acontece na arte abstrata "à la" Kandinsky – ou afundar-se nele – como acontece no expressionismo abstrato "à la" Pollock. Ao permanecer enredado nesse duplo risco – "risco codificação" e "risco ofuscação" –, o que se perde é a tarefa suprema da pintura e da própria filosofia: criar um novo começo para o mundo, novas figuras ou novos conceitos, capazes de ordenar o abismo.

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