Último relatório da Human Rights Watch: “Líderes iliberais, direitos humanos em risco”

Foto: Eyad El Baba | UNICEF

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22 Janeiro 2025

A Human Rights Watch alerta para o risco de uma degradação dos direitos humanos no mundo em seu relatório anual 2025 que avalia a situação em mais de cem países do mundo. Um risco exacerbado, segundo a Hrw, pela chegada de Donald Trump à Casa Branca.

A reportagem é publicada por La Stampa, 17-01-2025. A tradução é de Luisa Rabolini.

O magnata “não apenas ameaça os direitos dentro dos Estados Unidos, mas também influirá, por comissão e omissão, no respeito aos direitos humanos no exterior”, adverte a organização, que prevê para seu segundo mandato “danos ainda maiores” do que o primeiro, principalmente por causa do incentivo de “líderes iliberais em todo o mundo a seguir seu exemplo”.

Não menos contundente é a avaliação sobre o governo estadunidense em saída, com o presidente Joe Biden acusado de “duplos padrões ” na política externa. Por um lado, Washington continuou a fornecer armas a Israel “sem restrições”, apesar das “atrocidades generalizadas” cometidas em Gaza; por outro lado, condenou a Rússia por violações semelhantes na Ucrânia. E na mira da Hrw também está a União Europeia e os “significativos sucessos” dos partidos de extrema-direita nas eleições europeias do ano passado, obtidas explorando o “sentimento anti-imigrante e a retórica nacionalista para promover políticas que ameaçam as minorias e minam as normas democráticas”. O teste é mais uma vez representado pelas políticas de imigração de Bruxelas, que, de acordo com a ONG, “colocam em risco os direitos das pessoas fora das fronteiras da UE”.

O resultado? Mais mortes, mais recusas de entrada ilícitas nas fronteiras e expulsões de solicitantes de asilo para países não seguros, denuncia o documento de 546 páginas. A Hrw também aponta o dedo para a Itália, culpada de ter “confiado o controle dos fluxos migratórios a países com um histórico problemático em matéria de direitos humanos” e de ter “dificultado as missões humanitárias no mar”.

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