Temporais no RS forçam quase 900 pessoas a abandonarem casas

Foto: Thales Renato / Midia NINJA | Flickr

Mais Lidos

  • Em vez de as transformações tecnológicas trazerem mais liberdade aos humanos, colocou-os em uma situação de precarização radical do trabalho e adoecimento psicológico

    Tecnofascismo: do rádio de pilha nazista às redes antissociais, a monstruosa transformação humana. Entrevista especial com Vinício Carrilho Martinez

    LER MAIS
  • A Espiritualidade do Advento. Artigo de Alvim Aran

    LER MAIS
  • Desatai o futuro! Comentário de Adroaldo Palaoro

    LER MAIS

Revista ihu on-line

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Entre códigos e consciência: desafios da IA

Edição: 555

Leia mais

27 Setembro 2024

Enquanto quase todo o país vive efeitos de uma seca histórica, o Rio Grande do Sul volta a sofrer com temporais quatro meses após a catástrofe climática que deixou quase todo o estado submerso. Segundo a Defesa Civil estadual, nos últimos dias, o volume intenso de chuvas levou 865 pessoas a deixarem suas casas: são 305 desabrigados e 560 desalojados em nove municípios, com 31 cidades registrando algum tipo de dano por conta das tempestades. De acordo com o Zero Hora, 48 municípios foram afetados no total.

A reportagem é publicada por ClimaInfo, 27-09-2024.

A situação mais crítica é a de Camaquã, a 130 km da capital, Porto Alegre, onde houve uma microexplosão – corrente de vento descendente violenta que se espalha de forma radial ao atingir a superfície, explica o MetSul. No município, onde vivem pouco mais de 62 mil habitantes, 500 ficaram desalojados. Outros 200 perderam suas residências e foram encaminhados a abrigos públicos, informa O Globo. Diante dos estragos, as autoridades camaquenses decretaram situação de emergência.

Pelotas, no sul gaúcho, decretou quadro de emergência devido a duas barragens que apresentavam perigos de rompimento, e moradores do entorno deixaram seus imóveis. Segundo a prefeitura, a situação foi controlada.

Em Palmeira das Missões, no norte do estado, ao menos 150 casas foram destelhadas, de acordo com o g1. Segundo a Defesa Civil do município, as rajadas de vento chegaram a 103 km/h na noite de 4ª feira (25/9). Não houve registros de feridos.

Para 5ª feira (26/9), o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu três alertas de “grande perigo” e de “perigo” para as tempestades e acumulado de chuva. Além do volume elevado de água, o Climatempo chamou atenção para o risco de granizo para as regiões das Missões, Central, Vales e a Região Metropolitana, e ventos com rajadas de até 70 km/h, relata a Exame.

Um temporal causou transtornos em Porto Alegre, relata o g1. Houve alagamentos em diferentes regiões da capital, inclusive em bairros que ficaram debaixo d’água nas enchentes de maio. Eram esperados entre 70 mm e 90 mm de precipitação ao longo do dia. A média histórica de setembro é de 147 mm.

A Exame esteve no Rio Grande do Sul na 2ª feira (23/9) e ouviu de mais de um articulador que, por enquanto, as medidas de prevenção estão andando de lado, o que gera ainda mais preocupação com as tempestades atuais.

Os temporais no Rio Grande do Sul também foram noticiados por Terra, SBT, Metrópoles, O Sul e UOL.

Leia mais