Seca na Amazônia: com baixa histórica, rio Madeira tem pior julho em 60 anos

Foto: Rafa Neddermeyer | Agência Brasil

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07 Agosto 2024

Sob forte seca, o nível do rio baixou para 2,45 metros no último dia 31, o pior índice já registrado para o mês de julho.

A reportagem é publicada por ClimaInfo, 07-08-2024.

A situação do rio Madeira segue preocupante. De acordo com o Serviço Geológico do Brasil (SGB), o nível do rio atingiu seu pior índice para o mês de julho desde o começo das medições, há 57 anos. No último dia 31, o Madeira tinha somente 2,45 metros de profundidade, bem abaixo dos 5,5 metros que costumam ser observados nessa época do ano.

“Em razão de uma estação chuvosa muito pobre, as cheias de 2024 foram abaixo do normal. As vazões do Madeira ficaram abaixo da média histórica, o que explica os níveis mais baixos deste ano”, observou o engenheiro hidrólogo e pesquisador do SGB, Marcus Suassuna, ao g1.

O rio Madeira está em situação crítica de escassez de recursos hídricos, decretada pela Agência Nacional de Águas (ANA) no mês passado. De acordo com o órgão, os cenários hidrometeorológicos para o restante de 2024 sinalizam a possibilidade de que os níveis de criticidade igualem ou mesmo superem aqueles observados em 2023, quando a Amazônia experimentou uma das secas mais severas da história.

Os níveis reduzidos do Madeira devem comprometer o transporte de mercadorias e pessoas na Amazônia. Uma avaliação do Conselho Nacional de Política Fazendária (CONFAZ) aponta que as restrições logísticas podem causar uma disparada dos preços na região amazônica, especialmente de combustível. O aumento pode chegar a até 20%, o que representa cerca de R$ 0,40 por litro no preço da gasolina e do diesel. O BNC deu mais detalhes.

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