A Itália segue os passos de Madri e Buenos Aires: o Papa nomeia um missionário como novo arcebispo de Florença

Novo arcebispo de Florença, Gherardo Gambelli (à esquerda). (Foto: Divulgação | Arquidiocese de Florença)

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19 Abril 2024

  • Bergoglio segue um critério para as grandes dioceses que parece estar se firmando. Parece que ele está procurando jovens pastores que tenham experiência pastoral, mas que não sintam a nomeação como uma "promoção". 

  • A tese é procurar pastores para a vida, que não vejam seu ministério episcopal como um passo em direção a outra missão, supostamente mais elevada.

  • O sucessor do cardeal Betori tem 54 anos e passou onze anos (de 2011 a 2022) como missionário no Chade, onde trabalhou com os mais pobres e como capelão nas duras prisões de N'Djamena ou Mongo.

A reportagem é de Jesús Bastante, publicada por Religión Digital, 18-04-2024.

Aconteceu em Madri, assim como em Buenos Aires e, mais recentemente, em Bruxelas. E agora é a vez da Itália. O papa busca novos perfis para as grandes dioceses. Como fez com Cobo, García Cueva e Luc Terlinden, Francisco nomeou Gherardo Gambelli, até agora pároco da Madonna della Tosse na cidade onde Leonardo da Vinci, Michelangelo, Lorenzo de' Medici, Galileu Galilei e Botticelli nasceram, como o novo arcebispo de Florença.

E o fato é que Bergoglio segue um critério para as grandes sés que parece estar se estabelecendo, e que ele está procurando jovens pastores que tenham experiência pastoral, mas que não sentem a nomeação como uma "promoção" dentro de uma "carreira", porque a tese é procurar pastores para a vida, que não vejam seu ministério episcopal como um passo para outra missão supostamente superior.

Gherardo Gambelli

O sucessor do cardeal Betori tem 54 anos e passou onze anos (de 2011 a 2022) como missionário no Chade, onde trabalhou com os mais pobres e como capelão nas duras prisões de N'Djamena ou Mongo.

Em sua despedida, Betori definiu seu sucessor como "um homem das periferias humanas, geográficas e existenciais". Por seu lado, Gambelli comprometeu-se a servir a Igreja de Florença e a "devolver-lhe o enorme dom do Evangelho", com a experiência vivida em África, que "me confirmou que a melhor maneira de valorizar os dons recebidos é partilhá-los".

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